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(vinyl) sounds ... a nossa kitchen disco!

by perplex3r, em 05.03.21

Songs From The Kitchen Disco

Português/ Portuguese

Quando não pudemos ir até à disco, o nosso santuário de sexta-feira à noite, ela vem até nós, cheia de bolas de cristal, correrias desenfreadas, sorrisos, boa disposição e música para nos fazer cantarolar. 

Esta premissa levou Sophie Ellis-Bextor, durante o primeiro confinamento, a abrir a Kitchen Disco, religiosamente, todas as sextas. Estávamos perante um momento descontraído cheio de músicas originais e alguns covers, em que a família participava nos directos do Instagram ... tal sucesso, conduziu a esta edição especial de Songs From The Kitchen Disco, uma espécie de best of da sua longa carreira que, após a sua passagem pela banda indie The Audience, a música de dança lhe deu o verdadeiro valor quando assinou Groovejet (If This Ain't Love) com dj Spiller e levou o single a número 1 no Reino Unido.

Na cozinha, talvez, seja o local do início da nossa sexta-feira, quando deixamos o nosso computador a despedir-se da semana na sala, abrimos a nossa primeira garrafa e nos mimamos com uma entrega da Uber Eats. Vamos buscar a lâmpada colorida que comprámos para a passagem d'ano, colocamos a agulha no disco azul e o volume no máximo. Take Me Home torna-se descontextualizado, dado este distânciamento social que temos que seguir, mas revela aqueles namoricos de fim de semana durante adolescência, tal como Heartbreak (Make Me a Dancer) com os FreemasonsCrying At The Discotheque, vai trazer recordações e memórias inesquecíveis que queremos tanto repetir depois de uma viagem por 20 temas que vão desde a música house, dance, pop e chegam aos sons kitsch dos anos 80.

Até colocar-mos o Lado D desta longa compilação, enchemos a sala de cores, de video chamadas com amigos e abrimos a nossa ______ (preencher com um número) garrafa. Take me (out of) home .....mas até lá, encontramo-nos na pista de dança que fica entre a mesa de jantar e aquele móvel que não conseguimos trocar a tempo no Ikea. Será que iremos ter Murder On The Dancefloor com aquele dedo do pé? Vamos ver ...

Happy Friday!

English/Inglês

When we were unable to go to the disco, our Friday night sanctuary, it comes to us, full of crystal balls, runaways, smiles, good mood and music to make us sing along.

This premise led Sophie Ellis-Bextor, during the first confinement, to open the Kitchen Disco, religiously, every Friday. We were facing a relaxed moment full of original songs and some covers, in which the family participated in the Instagram stories ... such success, led to this special edition of Songs From The Kitchen Disco, a kind of best of her long career that, after her stint with the indie band The Audience, dance music gave her true value when she signed Groovejet (If This Ain't Love) with dj Spiller and took the single to number 1 in the UK. 

The kitchen is, perhaps, where we start our Friday, when we leave our computer saying goodbye to the week in the living room, we open our first bottle and treat ourselves with a delivery from Uber Eats. Let's get the colored lamp that we bought for New Year's, put the needle on the blue disk and the volume at its maximum. Take Me Home becomes out of context, given this social distance that we have to follow, but it reveals those weekend flirtations during adolescence, such as Heartbreak (Make Me a Dancer) with the Freemasons. Crying At The Discotheque, will bring unforgettable memories and memories that we want to repeat after a trip through 20 songs that range from house music, dance, pop and reach the kitsch sounds of the 80s. 

Until we put Side D of this long compilation, we fill the room with colors, with video calls with friends and opened our ______ (fill with a number) bottle. Take me (out of) home ..... but until then, we find ourselves on the dance floor between the dining table and that piece of furniture that we were unable to change in time at Ikea. Will we have Murder On The Dancefloor with that toe? We will find out ... 

Happy Friday!

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published at 20:25

Sade, dis-moi; Sade, donne-moi
Sade, tell me; Sade, give me


Português / Portuguese

Todos nós temos desejos, desejos de alcançar um novo posto de trabalho, de atingir um patamar de riqueza e, mais do que aqueles que nos são incutidos, existem sempre aqueles desejos que (para uma visão bem puritana) são demasiado pecaminosos para este mundo.
Sadeness (Part 1) de Enigma (5 milhões de singles vendidos) mistura o canto religioso, os vocais sensuais da cantora alemã Sandra, que teve Maria Magdalena nos tops na década de 80, com uma voz masculina que questiona os desejos do Marquês de Sade. São desejos mesclados numa canção que alcançou o número um durante 5 semana nas Eurochart e em mais de 24 países (Reino Unido e US, por exemplo) e que, em alguns, o título foi alterado para Sadness(Part 1), retirando, dessa forma, o pecado que este single poderia conter e atribuindo-lhe mais melancolia que respostas a desejos carnais.
Desta forma, tal como na música, podemos sempre questionar os nossos desejos mais íntimos, podemos até mesmo misturar o que de mais puro temos em nós sem nunca descurar o outro lado do espelho, aquele prazer que nos pode ser oferecido pelo outro, aquele mesmo em que dois corpos se juntam e partilham o que têm de mais íntimo. Aqui, o nome do Marquês substitui-se pelo teu, porque as questões que lhe são dirigidas podem muito bem ser respondidas por ti. Aliás, nesta mistura de sons de flauta e batidas podes, muito bem, reflectir até que ponto te encontras fechado a convenções e tradições obsoletas ou limitativas.
Em suma, não será apenas Sadeness que se encontra actual 27 anos depois, mas também o álbum MCMXC a.D que é mais do que uma busca  num mundo medieval, cheio de sons de floresta, de grilhões que prendem as mãos e a mente e de pessoas que pretendem encontrar respostas únicas e libertadoras às suas questões mais íntimas.Para começar a viagem, por este vídeo, ficamos com Principles of Lust (Os Princípios da Luxúria), a trilogia que Sadeness se insere, porque o pecado, esse, nunca fez mal a ninguém!

 

English/Inglês
We all have desires, desires to get a new job, to be wealthier, and more than the ones that are instigated, there are always those which (for a puritan vision)are too sinful for this world.
Sadness (Part 1) by Enigma (5 million singles sold) mixes religious chants, the sensual vocals by German singer Sandra, who had Maria Magdalena in the charts in the 80's with a male voice that questions the desires of Marquis de Sade. Those are desires mingled in a song that reached number one for 5 weeks on the Eurochart and in more than 24 countries (UK and USA, for example) and in some of them the title was changed to Sadness (Part 1), removing, in that way, the sin that this single could contain  giving to it more melancholy than responses to carnal desires.
In this way, as in the song, we can always question our most intimate desires, we can even mix the purest things we have in us without forgetting what’s on the other side of the mirror, that pleasure that can be given by the other, that one when two bodies come together and share the most intimate things they have. Here the name of the Marquis is replaced by yours, because the questions that are asked him can well be answered by you. In fact,  in this mixture of flute sounds and beats you may well meditate on to what extend you are closed by conventions and obsolete or limited traditions.
In short, it is not only Sadeness that is uptodate 27 years later, but also the album MCMXC which is more than a search through a medieval world, full of forest sounds, of fetters that hold the hands and the minds and of people who want to find unique and liberating answers to their most intimate questions. To start this journey, through the video, we have the Principles of Lust, the trilogy in which Sadeness is part of, because sinning never harmed anyone!

 

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published at 13:46

Source: discogs.com

Português/Portuguese
Depois de noites bem longas com os amigos, existe sempre esta questão para o dia seguinte: Where were you when the lights went out? (Onde é que estavas quando as luzes se apagaram?). Claro que se seguem respostas sérias ou aquelas bem estranhas como atrás da cortina da discoteca, a rastejar no meio da pista, a beijar alguém (que não me lembro) ou a beber shots no balcão ....mas afinal onde estavas tu quando as luzes da pista se apagaram em 2003?
Freaks, oriundos do Reino Unido, editaram um dos mais conhecidos tech house anthems de sempre, que não paravam de tocar nas rádios (como na nortenha Nova Era) e mais do que ser um hino na voz de Stella Attar para terminar a noite, era quase como um hino de abertura para qualquer pista, principalmente o hipótnico dub de Tiefschwarz. Tal como The Creeps (nº9 na UK Charts), foi retirado do álbum The Man Who Lived Underground, um CD que explora o house e tech house, e foi reeditado uns anos depois, em 2011 (video), com remisturas que abraçaram também o dubstep.
É por isso que hoje podes ser tu aquele amigo que desaparece no meio da noite, entre strobs e serpentinas que caiem da bola de cristal para teres uma história curiosa para contar ... ou então, manter em segredo!

English/Inglês
After long night outs with friends, there is always this question for the next day: Where were you when the lights went out? Of course there are serious responses or strange ones like behind the curtain of the disco, crawling in the middle of the dance floor, kissing someone (who I do not remember) or drinking shots on the counter.... but after all where were you when the lights went out in 2003?
Freaks are from the UK and  released one of the best-known tech house anthems ever, that wouldn’t stop being played  on the radios (as in Nova Era – Portuguese Radio) and more than being an anthem with Stella Attar's voice to end of the night, it was almost like an opening hymn to any dancefloor, especially the hypnotic Tiefschwarz’s dub. Like The Creeps (# 9 on UK Charts), it was taken from the album The Man Who Lived Underground, a CD that explores house and tech house, and was reissued a few years later in 2011 (video), with remixes that also embraced dubstep.
That's why today you can be that friend who disappears in the middle of the night, between strob lights and streamers that fall from the crystal ball to have a curious story to tell ... or else, keep it a secret!

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published at 11:08

#throwbackthursday at TOM'S DINER

by perplex3r, em 20.04.17

Source - media.npr.org

Português / Portuguese
Tardes que são passadas nos cafés a estudar, a ver o tempo passar, a ler ou a ouvir música. Naqueles momentos solitários, observamos as mesas à nossa volta, enquanto acendemos um cigarro e sentimos o primeiro travo do café. Temos a nossa mesa com os nossos telemóveis, um livro e os headphones que vamos usar daqui a nada ... entretanto, entram alguns casais, uns felizes, outros abandonados à sua resiliação de namoro prolongado. O senhor mais idoso escreve no seu tablet alguns emails de trabalho, dois senhores de fato preto discutem as notícias, enquanto que a rapariga de cerca de 20 anos fala bem alto ao telemóvel... temos, assim, num só espaço de convívio, um mundo de experiências, corações, amores e vidas.
É nessa mescla de vidas entrelaçadas num café que reside a beleza da simplicidade na letra de Tom's Diner, que podemos muito bem substituir Tom por qualquer espaço que vamos, todos os dias, tomar o nosso pequeno almoço. Originalmente editado por Suzanne Vega em 1982 é o tema de abertura do álbum Solitude Standing (1987), que incluí o aclamado single, embora com uma história bem triste, Luka. Curiosidade de Tom's Diner é que foi remisturado em estilo próprio pelos britânicos D.N.A que editaram o single sem autorização de Vega, tal como acontecia nos finais dos anos 80 em que o hábito de usar samples sem autorização era bastante comum, de forma a oferecer temas conhecidos, mas mais apropriados à club culture que se inciava, por exemplo Black Box com Ride on Time, que samplam Lolleatta Holloway. Após acordo,e com o próprio consentimento de Vega, o single chega ao número 2 da UK Singles Chart, tendo, já sido usado por Giorgio Moroder com Britney Spears, Timbaland e até mesmo a cantora r'n'b Aaliyah com Hot Like Fire e pelo português David Carreira e Bingo Players pela Spinnin' Records.
Em suma, podemos observar e aprender com os outros que estão á nossa volta no ______ (preencher com o teu lugar favorito. Talvez nos iremos inspirar pelas atitudes dos outros ou então continuar a acreditar que estamos no bom caminho.


English / Inglês
Afternoons spent at the cafés studying, watching the time go by, reading or listening to music. In those lonely moments, we saw the tables around us, lit a cigarette, and felt the first taste of coffee. We have our desk with our mobile phones, a book and the headphones that we are about to use ... however, some couples enter, some happy, others abandoned to their long-term relationship. The old man writes in his tablet some work e-mails, two guys wearing black suits discuss the news, while the 20-year-old girl speaks very loudly on the  phone ... therefore we have in a single place, a world of experiences, hearts, loves and lives.
It is in this blend of lives intertwined in a cafe that lies the beauty of simplicity in the lyrics of Tom's Diner that we can nicely replace Tom to whatever we go everyday to have our breakfast. Originally released by Suzanne Vega in 1982 it is the opening theme of the album Solitude Standing (1987), which included the acclaimed single, although with a very sad story, Luka. Curious fact about Tom's Diner is that it was remixed in its own style by the British duo DNA who released  the single without Vega's permission, as it was common in the late 1980s, as it was quite common to use samples without the authour's permission, in order to offer well-known songs , but more appropriate for the culture of the club that has started, for example Black Box with Ride on Time, who sampled Lolleatta's Holloway voice. After getting into an agreement, and with Vega's consent, the single arrives at number 2 of the UK Singles Chart, having already been used by Giorgio Moroder with Britney Spears, Timbaland and even the singer r'n'b Aaliyah with Hot Like Fire and by the Portuguese David Carreira and Bingo Players on  Spinnin 'Records.
To sum up, we can observe and learn from others around at ______ (fill in with your favorite place). Maybe we are about ot be inspired by the attitudes of others or continue to believe that we are on the right path.

 

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published at 22:31

Lott of luv ... BABY!

by perplex3r, em 19.04.17

Source: digitalspy.com

Português / Portuguese
Neste dia bem quente, nada melhor que um refresco musical pela voz de Pixie Lott. A cantora britânica volta este ano, com Anton Powers,com um som mais propício aos fins de tarde com muito sol, Somersby q.b., muitos sorrisos e histórias divertidas. As melodias pop da cantora, que iniciou logo com um número um, o divertido Mama Do (2009), estão lá atrás no tempo. Após as suas viagens musicais por três álbuns, com Baby, ainda sem remisturas extra (apenas uma versão acústica), sentimos aquele feeling de verão, bem up-to-date, despretensioso e fresco. Anton Powers também não é um novato nestas andanças. O Dj e produtor viu Alone No More com Phillip George chegar a nº1, já remisturou Ellie Goulding, Olly Murs e Lady Gaga e actuou no Creamfields e Tomorrowland.
If you Love Me, Show Me inicia esta narrativa, uma vez que Pixie sabe que todas as histórias, páginas ou até mesmo capítulos de amor estão repletas de metáforas, hipérboles e diminutivos. Sinceros, ou não, não deixam de ser palavras e, todos sabemos, "palavras leva-as o vento". Mas não existe, ao mesmo tempo, tantas coisas às quais não damos o devido valor que são o complemento dessas palavras, mas que já as tomamos como garantidas? Quando alguém corre para o metro após um dia de trabalho só para te ver, passa horas intermináveis no trânsito para irem jantar juntos, partilha os últimos dez euros que tem na carteira para ir comer pizza contigo e, mais que isso, te faz feliz só porque tu provocas um brilho nos seus olhos? Talvez, esta, seja uma leitura demasiado profunda de uma canção de batidas dançáveis demasiado alegres.
Assim,no mundo,nem tudo é mensurável ou eterno, mas esta canção veio, quanto mais não seja, alegrar uma quarta-feira de primavera, em que estamos a precisar de outra Somersby bem fresca ... porque companhia, essa, já a temos e não há palavras que a descrevam!

 

English / Inglês
On this hot day, there's nothing better than a musical refreshment from Pixie Lott's voice. The British singer returns this year, with Anton Powers, with a proper sound for  late sunny afternoons, lots of Somersby many smiles and fun stories. The pop melodies of the singer, who started right with a number one, the entertaining Mama Do (2009), are way in the past. After her musical trips through three albums, with Baby, still without extra remixes (only an acoustic version), we have that summer feeling, up-to-date, unpretentious and fresh. Anton Powers is not a newcomer either. The DJ and producer saw Alone No More with Phillip George reach #1, has already remixed Ellie Goulding, Olly Murs and Lady Gaga and performed at Creamfields and Tomorrowland.
If You Love Me, Show Me begins this narrative, since Pixie knows that all stories, pages or even chapters of love are full of metaphors, hyperboles, and diminutives. Sincerely, or not, they are nothing more than words and, we all know, "words are but wind". But at the same time aren´t there so many things to which we do not value and are the complements of these words, but we take them for granted?  When someone rushes to the subway after a day of work just to see you, spends endless hours in the traffic to go to dinner together, shares the last ten pounds on the wallet wallet to eat pizza with you and, more than that, makes you happy just because you see his/her eyes sparkling every time he/she sees you? Perhaps this is a very deep reading of a song with joyful and danceable beats.
Therefore, in the world, not everything is measurable or eternal, but this song came, if not, to make us happy a spring wednesday, when we are in need of another fresh Somersby ... because company we already have it and there are no words to describe it!

 

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published at 17:14

note

(Português)
Devido à nova imagem do blog, todos os posts anteriores a 2017 podem surgir com formatação diferente. Um novo ano, uma nova vida, nova música, nova imagem!

(English)
Due to the new image, all posts prior to 2017 may come up with a different format. A new year, a new life, new music and new image!



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