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dreams ... they can come true, sem planos!

by perplex3r, em 29.03.21

Praia da Barrinha de Esmoriz (Foto Original)

(Português/Portuguese)

O início da semana é sempre uma página em branco, um livro pronto para ser escrito ou um caminho pronto para receber as nossas pegadas, por vezes, desalinhadas ou sem sentido. Será por isso que deambular pela vida é, por vezes, tão interessante como seguir em linha recta até a um objectivo?

Gabrielle traz com Dreams (#2 UK Single Charts), uma mensagem de que tudo o que queremos pode acontecer, pode ser trazido até nós, desde que tenhamos a coragem de dizer o que sentimos, mesmo que seja um talvez, uma incerteza. Afinal, é para isso que a esperança existe, encontramos aqueles olhos que nos apaixonam e nos agarram por uma eternidade. Não somos todos iguais, e Find Your Way, o título deste álbum, é uma mensagem que os caminhos se cruzam, se separam e, quem sabe, mais tarde, quando menos esperamos, se voltam a juntar por breves momentos de saudosismo. Assim, a primeira faixa do álbum Going Nowhere foi a primeira pegada na praia .... agora, sem planos, aproveitamos esta mistura de pop e acústica, com uma voz peculiar para deixarmos os planos de lado e vivermos o momento.

Pronto para decidir a tua direcção?

(English/Inglês)

The beginning of the week is always a blank page, a book ready to be written or a path ready to receive our footprints, sometimes misaligned or meaningless. Is that why walking around life is sometimes as interesting as going straight to an objective?

Gabrielle brings with Dreams (# 2 UK Single Charts), a message that everything we want can happen, it can be brought to us, as long as we have the courage to say what we feel, even if it is a maybe, an uncertainty. After all, that's what hope exists for, we find those eyes that we fall in love with and hold us for eternity. We are not all the same, and Find Your Way, the title of this album, is a message that paths do cross with each other, go separate ways and, who knows, later, when we least expect it, they come together again for brief moments of nostalgia. So, the first track on album is Going Nowhere album was the first footprint on the beach .... now, without plans, we took advantage of this mix of pop and acoustic, with a peculiar voice to put aside plans and live the moment.

Ready to decide your direction?

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published at 20:21

(vinyl) sounds ... a nossa kitchen disco!

by perplex3r, em 05.03.21

Songs From The Kitchen Disco

Português/ Portuguese

Quando não pudemos ir até à disco, o nosso santuário de sexta-feira à noite, ela vem até nós, cheia de bolas de cristal, correrias desenfreadas, sorrisos, boa disposição e música para nos fazer cantarolar. 

Esta premissa levou Sophie Ellis-Bextor, durante o primeiro confinamento, a abrir a Kitchen Disco, religiosamente, todas as sextas. Estávamos perante um momento descontraído cheio de músicas originais e alguns covers, em que a família participava nos directos do Instagram ... tal sucesso, conduziu a esta edição especial de Songs From The Kitchen Disco, uma espécie de best of da sua longa carreira que, após a sua passagem pela banda indie The Audience, a música de dança lhe deu o verdadeiro valor quando assinou Groovejet (If This Ain't Love) com dj Spiller e levou o single a número 1 no Reino Unido.

Na cozinha, talvez, seja o local do início da nossa sexta-feira, quando deixamos o nosso computador a despedir-se da semana na sala, abrimos a nossa primeira garrafa e nos mimamos com uma entrega da Uber Eats. Vamos buscar a lâmpada colorida que comprámos para a passagem d'ano, colocamos a agulha no disco azul e o volume no máximo. Take Me Home torna-se descontextualizado, dado este distânciamento social que temos que seguir, mas revela aqueles namoricos de fim de semana durante adolescência, tal como Heartbreak (Make Me a Dancer) com os FreemasonsCrying At The Discotheque, vai trazer recordações e memórias inesquecíveis que queremos tanto repetir depois de uma viagem por 20 temas que vão desde a música house, dance, pop e chegam aos sons kitsch dos anos 80.

Até colocar-mos o Lado D desta longa compilação, enchemos a sala de cores, de video chamadas com amigos e abrimos a nossa ______ (preencher com um número) garrafa. Take me (out of) home .....mas até lá, encontramo-nos na pista de dança que fica entre a mesa de jantar e aquele móvel que não conseguimos trocar a tempo no Ikea. Será que iremos ter Murder On The Dancefloor com aquele dedo do pé? Vamos ver ...

Happy Friday!

English/Inglês

When we were unable to go to the disco, our Friday night sanctuary, it comes to us, full of crystal balls, runaways, smiles, good mood and music to make us sing along.

This premise led Sophie Ellis-Bextor, during the first confinement, to open the Kitchen Disco, religiously, every Friday. We were facing a relaxed moment full of original songs and some covers, in which the family participated in the Instagram stories ... such success, led to this special edition of Songs From The Kitchen Disco, a kind of best of her long career that, after her stint with the indie band The Audience, dance music gave her true value when she signed Groovejet (If This Ain't Love) with dj Spiller and took the single to number 1 in the UK. 

The kitchen is, perhaps, where we start our Friday, when we leave our computer saying goodbye to the week in the living room, we open our first bottle and treat ourselves with a delivery from Uber Eats. Let's get the colored lamp that we bought for New Year's, put the needle on the blue disk and the volume at its maximum. Take Me Home becomes out of context, given this social distance that we have to follow, but it reveals those weekend flirtations during adolescence, such as Heartbreak (Make Me a Dancer) with the Freemasons. Crying At The Discotheque, will bring unforgettable memories and memories that we want to repeat after a trip through 20 songs that range from house music, dance, pop and reach the kitsch sounds of the 80s. 

Until we put Side D of this long compilation, we fill the room with colors, with video calls with friends and opened our ______ (fill with a number) bottle. Take me (out of) home ..... but until then, we find ourselves on the dance floor between the dining table and that piece of furniture that we were unable to change in time at Ikea. Will we have Murder On The Dancefloor with that toe? We will find out ... 

Happy Friday!

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published at 20:25

Foundations: amor e(m) confinamento ..

by perplex3r, em 24.02.21

You said I must eat so many lemons,
'cause I am so bitter.
I said "i'd rather be with your friends mate,
'cause they are much fitter"

Português/Portuguese

Foundations de Kate Nash nunca fez tanto sentido como agora...nem quando estávamos apaixonados durante aquela idade da inocência ou, até mesmo, durante os nossos famosos twenties em que,para nós, o mundo era uma infindável lista de possibilidades, que se foram desvanecendo com o tempo.

Estamos, agora, naquele momento em que o nosso amor foi encontrado e, com o qual, temos que partilhar todas aquelas coisas fofas que, no início, achávamos que seriam tão características e que não as trocávamos por nada ... até hoje! Podemos dizer, amo-te tal como és, porque te vejo ao fim do dia e a saudade fica mais apertada; mas agora, gostávamos de dizer amo-te tal como és, mas se mudares esta coisinha pequenina, vou gostar ainda mais. Exemplos? Que tal lavares a loiça? Parares de comer e fazeres migalhas quando estou em vídeo chamada ou, se calhar, parares de ouvir essa música de uma vez por todas? Estamos a entrar num colapso em que o amor e uma cabana pode não chegar, em que vamos buscar aquelas ironias infantis que, maldosamente, nos podem trazer por breves momentos durante a semana, alguma a alegria/tristeza.

Este single, que chegou ao Top 10 do Reino Unido, num ano particularmente especial na música (2007), entre cantores conhecidos pelo MySpace e Youtube e alguns mp3 espalhados pelos programas peer to peer nos fazia pensar se os nossos corações estavam destinados ao que tínhamos ao lado. Ainda, trouxe à tona aqueles sentimentos de revolta e de vergonha, com um travo de ironia em atos impensáveis. Uns anos volvidos, Kate Nash traz, docemente, a questão se podemos ou não esquecer os detalhes de que a vida são feitos. Será por isso que este álbum se chamou Made of Bricks (UK nº1)? Talvez ...

O que é certo é que esta casa, hoje, foi construída a dois e não pode, de alguma maneira, ser derrubada por aquela vontade de te deixar na sala com a janela aberta para aprenderes a não beber tanto Casal Garcia a uma quarta-feira. Ou então, não teres um jantar pronto a horas simplesmente porque te apeteceu estar a ver mais um episódio daquela série absurda na Netflix sobre sexo que não podemos ter, já que temos muita gente à nossa volta.

Afinal, a semana está a meio e, na sexta-feira, vamos esquecer estes pormenores ridículos e lembrar o quanto este amor nos faz feliz (mesmo sem ter levantado a tampa da sanita durante 4 dias ou ter sujado o chão com toda aquela comida vegetariana que decidimos fazer depois de ver um programa no 24 Hour Kitchen).

This ... is what love is all about!

English/Inglês

Kate Nash's Foundations has never made more sense than now ... not even when dating during that age of innocence or even during our famous twenties when, for us, the world was an endless list of possibilities, gone fading over time.

We are now in that moment when our love was found and, with whom we have to share all those cute things that, in the beginning, we thought would be so characteristic and that we would not exchange them for anything ... until today! We can say, I love you the way you are, because I see you at the end of the day and the longing gets tighter; but now, we would like to say I love you the way you are, but if you change this little thing, I will like you even more. Examples? How about washing the dishes? Stop eating and making crumbs when I'm on a video call, or maybe stop listening to that song once and for all? We are entering a collapse in which love and a hut may not be enough, in which we seek those childish ironies that, maliciously, can give us some joy / sadness for brief moments during the week.

This single, which reached the UK's Top 10, in a particularly special year in music (2007), among singers known for MySpace and Youtube and a few mp3s spread across peer to peer programs made us wonder if our hearts were destined for what we had next to us. Still, it brought up those feelings of revolt and shame, with a touch of irony in unthinkable acts. A few years later, Kate Nash sweetly raises the question of whether or not we can forget the details of what life is made of. Is that why this album was called Made of Bricks (UK # 1)? Maybe ...

What is certain is that this house, today, was built by two and cannot, in some way, be overthrown by that desire to leave you in the room with the window open for you to learn the lesson of not to drink so much Casal Garcia on a Wednesday.  Or, not having a dinner ready on time simply because you felt like watching another episode of that absurd series on Netflix about sex that we can't have, since we have a lot of people around us.

After all, the week is almost over and, on Friday, we will forget these ridiculous details and remember how happy this love by our side makes us (even without having lifted the toilet lid for 4 days or having soiled the floor with all that vegetarian food you decided to make after watching a program on  24 Hour Kitchen).

This ... is what love is all about!

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published at 20:41

mix it ... vá lá, é sexta!

by perplex3r, em 19.02.21

 

not everybody understands house music
it's a spiritual thing, a body thing,
a soul thing

Eddie Amador, House Music (1997)

 




Português/Portuguese

Uma semana pesada de trabalho, em que a vida só passa perante um ecrã que muda de imagens entre contas Teams, Google e Sapo. Uma semana de trabalho em que as passwords se misturam, as imagens se fundem numa mescla de ficheiros e as palavras deixam de fazer sentido ao fim da tarde ... por isso, as conversas às 20 horas não fazem sentido algum. E a uma sexta-feira, poderão elas ser necessárias? Não parece que sejam!

Num dos dias menos alegres, redescobrimos a versão de um CD-R bem velhinho com o som que uma rádio de Lisboa se fazia conhecer no Porto. Talvez por isso, o som desta semana tivesse um travo de revivalismo, por entre discotecas como o SoundPlanet, Rocks ou até mesmo, 8 Graus Oeste na Veneza Portuguesa e a extinta Elektro Parade do Porto. Será este cenário que serve de abertura a uma compilação com 21 anos mas que contém o que de melhor (ou não) se fez num ano de música prontinha para martelar as pistas de dança, alcançar as tabelas de vendas e se tornarem clássicos. Exemplos? Não faltam ... Rui da Silva, com Touch me (nº1 no Reino Unido), Celeda com o som repetitivo e viciante de Underground, Deep Dish e Everything but the Girl, Da Hool e Funkstar Deluxe com Grace Jones e Barry White....

Não precisamos de muitas explicações, porque uma sexta com o tema "Do you remember?", só necessita de uma boa coluna no volume acima do aceitável, para acreditarmos que, em breve, uma extended version do nosso hit favorito irá estar prontinha para aquecer um dancefloor que, há um ano, nos espera .... ansiosamente! Por agora, afasta a mobília da sala e ...

Now let me see you work (esse corpinho que esteve sentado o dia todo!)
Celeda, Undergound (Addictive Trip Mix)

 

Inglês/English

A heavy week of work, in which life only passes in front of a screen that changes images between Teams, Google and Sapo accounts. A work week in which passwords are mixed, images are merged into a mixture of files and words no longer make sense in the late afternoon ... so conversations at 8 pm make no sense. And on a Friday, could they be necessary? It doesn't look like they are!

On one of the less joyful days, we rediscovered the version of a very old CD-R with the sound from a Lisbon radio which was becoming known in Porto. Perhaps this is why this week's sound had a touch of revival, among clubs such as SoundPlanet, Rocks or even, 8 Graus Oeste(1) in Portuguese Venice(2) and the extinct Elektro Parade in Porto. It will be this scenario that opens a 21-year-old compilation but that contains the best (or not) made in a year of music ready to bump the dancefloors, reach the sales charts and become classics. Examples? There are a lot  ... Rui da Silva, with Touch me (No. 1 in the UK), Celeda with the repetitive and addictive sound of Underground, Deep Dish and Everything but the Girl, Da Hool and Funkstar Deluxe with Grace Jones and Barry White....

We don't need many explanations, because a Friday with the theme "Do you remember?",  just needs a good speaker in highest volume acceptable, to believe that, soon, an extended version of our favorite hit will be ready to warm up a dancefloor that has been waiting for us for a year ... eagerly! NOw, make room in your living room and ...

Now let me see you work (that body that spent the whole sitting on the sofa)
Celeda, Undergound (Addictive Trip Mix)

(Translations notes: 1 SoundPlanet, Rocks and 8 Graus Oeste were clubs in Porto and Aveiro. 2 Portuguese Venice -  nickname given to the city of Aveiro due to its cannals)

 

Dedicado a / Dedicated to: Mónica, David, Gaby, Sara e Anabela  (for all the crazy nights at these clubs and parties ... will we have more, soon? I do believe so!)

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published at 18:49

Sade, dis-moi; Sade, donne-moi
Sade, tell me; Sade, give me


Português / Portuguese

Todos nós temos desejos, desejos de alcançar um novo posto de trabalho, de atingir um patamar de riqueza e, mais do que aqueles que nos são incutidos, existem sempre aqueles desejos que (para uma visão bem puritana) são demasiado pecaminosos para este mundo.
Sadeness (Part 1) de Enigma (5 milhões de singles vendidos) mistura o canto religioso, os vocais sensuais da cantora alemã Sandra, que teve Maria Magdalena nos tops na década de 80, com uma voz masculina que questiona os desejos do Marquês de Sade. São desejos mesclados numa canção que alcançou o número um durante 5 semana nas Eurochart e em mais de 24 países (Reino Unido e US, por exemplo) e que, em alguns, o título foi alterado para Sadness(Part 1), retirando, dessa forma, o pecado que este single poderia conter e atribuindo-lhe mais melancolia que respostas a desejos carnais.
Desta forma, tal como na música, podemos sempre questionar os nossos desejos mais íntimos, podemos até mesmo misturar o que de mais puro temos em nós sem nunca descurar o outro lado do espelho, aquele prazer que nos pode ser oferecido pelo outro, aquele mesmo em que dois corpos se juntam e partilham o que têm de mais íntimo. Aqui, o nome do Marquês substitui-se pelo teu, porque as questões que lhe são dirigidas podem muito bem ser respondidas por ti. Aliás, nesta mistura de sons de flauta e batidas podes, muito bem, reflectir até que ponto te encontras fechado a convenções e tradições obsoletas ou limitativas.
Em suma, não será apenas Sadeness que se encontra actual 27 anos depois, mas também o álbum MCMXC a.D que é mais do que uma busca  num mundo medieval, cheio de sons de floresta, de grilhões que prendem as mãos e a mente e de pessoas que pretendem encontrar respostas únicas e libertadoras às suas questões mais íntimas.Para começar a viagem, por este vídeo, ficamos com Principles of Lust (Os Princípios da Luxúria), a trilogia que Sadeness se insere, porque o pecado, esse, nunca fez mal a ninguém!

 

English/Inglês
We all have desires, desires to get a new job, to be wealthier, and more than the ones that are instigated, there are always those which (for a puritan vision)are too sinful for this world.
Sadness (Part 1) by Enigma (5 million singles sold) mixes religious chants, the sensual vocals by German singer Sandra, who had Maria Magdalena in the charts in the 80's with a male voice that questions the desires of Marquis de Sade. Those are desires mingled in a song that reached number one for 5 weeks on the Eurochart and in more than 24 countries (UK and USA, for example) and in some of them the title was changed to Sadness (Part 1), removing, in that way, the sin that this single could contain  giving to it more melancholy than responses to carnal desires.
In this way, as in the song, we can always question our most intimate desires, we can even mix the purest things we have in us without forgetting what’s on the other side of the mirror, that pleasure that can be given by the other, that one when two bodies come together and share the most intimate things they have. Here the name of the Marquis is replaced by yours, because the questions that are asked him can well be answered by you. In fact,  in this mixture of flute sounds and beats you may well meditate on to what extend you are closed by conventions and obsolete or limited traditions.
In short, it is not only Sadeness that is uptodate 27 years later, but also the album MCMXC which is more than a search through a medieval world, full of forest sounds, of fetters that hold the hands and the minds and of people who want to find unique and liberating answers to their most intimate questions. To start this journey, through the video, we have the Principles of Lust, the trilogy in which Sadeness is part of, because sinning never harmed anyone!

 

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published at 13:46

note

(Português)
Devido à nova imagem do blog, todos os posts anteriores a 2017 podem surgir com formatação diferente. Um novo ano, uma nova vida, nova música, nova imagem!

(English)
Due to the new image, all posts prior to 2017 may come up with a different format. A new year, a new life, new music and new image!



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