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cry me a river ... não quero saber!

by perplex3r, em 17.03.21

Cry me a River

to tell a moaning person to shut up and that you dont care.
(source: Urban Dictionary)

 

Português/Portuguese

Quando a semana ainda vai a meio, assim como aqueles papéis mal organizados em cima da mesa, com todos os post its cheio de anotações, agendas repletas de riscos e de palavras mal desenhadas, não é possível, num belo dia de sol e de calor quase primaveril, estragarmos a alegria que sentimos com coisas sem sentido.

Cried Me a River, apesar de escrito no passado, é um sentimento bem presente com uma letra melodiosa que nos reporta a campos onde vemos desabrocharem flores de esperança. Não devemos nos importar sempre com tudo que nos dizem, não devemos sequer sentir dor de quem não quer ser ajudado ou, até mesmo, de quem usa uma certa chantagem sensual para agarrar o nosso olhar e nos fazer deixar de ver.

Jersey St, neste conto de vocal house, atinge essa maturidade que, para muitos, demora anos a desenvolver, mas que é perfeitamente atingível com toda a nossa história de vida.Tal como a vida, existem aqui duas edições neste 12", a versão vocal house, com a história bem contada à nossa frente e a versão dub, que mais não é que uma versão instrumental para nós escrevermos momentos da nossa história num banco de jardim ou num passeio junto ao mar...

Ou, neste momento, na varanda com uma lata de Super Bock fresquinha debaixo do silêncio da noite!

 

English/Inglês

When the week is still in the middle, as well as those badly organized papers on the table, with all the post its full of notes, diaries full of risks and badly drawn words, it is not possible, on a beautiful spring day of sun and heat, spoiling the joy we feel with meaningless things.

Cried Me a River, despite written in the past, is a very present feeling with melodious lyrics that takes us to fields where we see flowers of hope blooming. We shouldn't always care about everything they tell us, we shouldn't even feel pain from those who don't want to be helped or even from those who use a certain sensual blackmail to grab our gaze and make us stop seeing things.

Jersey St, in this vocal house tale, reaches that maturity that, for many, takes years to develop, but which is perfectly attainable with our entire life story. Like life, there are two editions in this 12" , the vocal house version with the story well told in front of us and the dub version, which is nothing more than an instrumental version for us to write moments of our history on a garden bench or on a walk by the sea ...

Or, right now, on the balcony with fresh can of Super Bock under the silence of the night!

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published at 20:53

Foundations: amor e(m) confinamento ..

by perplex3r, em 24.02.21

You said I must eat so many lemons,
'cause I am so bitter.
I said "i'd rather be with your friends mate,
'cause they are much fitter"

Português/Portuguese

Foundations de Kate Nash nunca fez tanto sentido como agora...nem quando estávamos apaixonados durante aquela idade da inocência ou, até mesmo, durante os nossos famosos twenties em que,para nós, o mundo era uma infindável lista de possibilidades, que se foram desvanecendo com o tempo.

Estamos, agora, naquele momento em que o nosso amor foi encontrado e, com o qual, temos que partilhar todas aquelas coisas fofas que, no início, achávamos que seriam tão características e que não as trocávamos por nada ... até hoje! Podemos dizer, amo-te tal como és, porque te vejo ao fim do dia e a saudade fica mais apertada; mas agora, gostávamos de dizer amo-te tal como és, mas se mudares esta coisinha pequenina, vou gostar ainda mais. Exemplos? Que tal lavares a loiça? Parares de comer e fazeres migalhas quando estou em vídeo chamada ou, se calhar, parares de ouvir essa música de uma vez por todas? Estamos a entrar num colapso em que o amor e uma cabana pode não chegar, em que vamos buscar aquelas ironias infantis que, maldosamente, nos podem trazer por breves momentos durante a semana, alguma a alegria/tristeza.

Este single, que chegou ao Top 10 do Reino Unido, num ano particularmente especial na música (2007), entre cantores conhecidos pelo MySpace e Youtube e alguns mp3 espalhados pelos programas peer to peer nos fazia pensar se os nossos corações estavam destinados ao que tínhamos ao lado. Ainda, trouxe à tona aqueles sentimentos de revolta e de vergonha, com um travo de ironia em atos impensáveis. Uns anos volvidos, Kate Nash traz, docemente, a questão se podemos ou não esquecer os detalhes de que a vida são feitos. Será por isso que este álbum se chamou Made of Bricks (UK nº1)? Talvez ...

O que é certo é que esta casa, hoje, foi construída a dois e não pode, de alguma maneira, ser derrubada por aquela vontade de te deixar na sala com a janela aberta para aprenderes a não beber tanto Casal Garcia a uma quarta-feira. Ou então, não teres um jantar pronto a horas simplesmente porque te apeteceu estar a ver mais um episódio daquela série absurda na Netflix sobre sexo que não podemos ter, já que temos muita gente à nossa volta.

Afinal, a semana está a meio e, na sexta-feira, vamos esquecer estes pormenores ridículos e lembrar o quanto este amor nos faz feliz (mesmo sem ter levantado a tampa da sanita durante 4 dias ou ter sujado o chão com toda aquela comida vegetariana que decidimos fazer depois de ver um programa no 24 Hour Kitchen).

This ... is what love is all about!

English/Inglês

Kate Nash's Foundations has never made more sense than now ... not even when dating during that age of innocence or even during our famous twenties when, for us, the world was an endless list of possibilities, gone fading over time.

We are now in that moment when our love was found and, with whom we have to share all those cute things that, in the beginning, we thought would be so characteristic and that we would not exchange them for anything ... until today! We can say, I love you the way you are, because I see you at the end of the day and the longing gets tighter; but now, we would like to say I love you the way you are, but if you change this little thing, I will like you even more. Examples? How about washing the dishes? Stop eating and making crumbs when I'm on a video call, or maybe stop listening to that song once and for all? We are entering a collapse in which love and a hut may not be enough, in which we seek those childish ironies that, maliciously, can give us some joy / sadness for brief moments during the week.

This single, which reached the UK's Top 10, in a particularly special year in music (2007), among singers known for MySpace and Youtube and a few mp3s spread across peer to peer programs made us wonder if our hearts were destined for what we had next to us. Still, it brought up those feelings of revolt and shame, with a touch of irony in unthinkable acts. A few years later, Kate Nash sweetly raises the question of whether or not we can forget the details of what life is made of. Is that why this album was called Made of Bricks (UK # 1)? Maybe ...

What is certain is that this house, today, was built by two and cannot, in some way, be overthrown by that desire to leave you in the room with the window open for you to learn the lesson of not to drink so much Casal Garcia on a Wednesday.  Or, not having a dinner ready on time simply because you felt like watching another episode of that absurd series on Netflix about sex that we can't have, since we have a lot of people around us.

After all, the week is almost over and, on Friday, we will forget these ridiculous details and remember how happy this love by our side makes us (even without having lifted the toilet lid for 4 days or having soiled the floor with all that vegetarian food you decided to make after watching a program on  24 Hour Kitchen).

This ... is what love is all about!

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published at 20:41

#throwbackthursday at TOM'S DINER

by perplex3r, em 20.04.17

Source - media.npr.org

Português / Portuguese
Tardes que são passadas nos cafés a estudar, a ver o tempo passar, a ler ou a ouvir música. Naqueles momentos solitários, observamos as mesas à nossa volta, enquanto acendemos um cigarro e sentimos o primeiro travo do café. Temos a nossa mesa com os nossos telemóveis, um livro e os headphones que vamos usar daqui a nada ... entretanto, entram alguns casais, uns felizes, outros abandonados à sua resiliação de namoro prolongado. O senhor mais idoso escreve no seu tablet alguns emails de trabalho, dois senhores de fato preto discutem as notícias, enquanto que a rapariga de cerca de 20 anos fala bem alto ao telemóvel... temos, assim, num só espaço de convívio, um mundo de experiências, corações, amores e vidas.
É nessa mescla de vidas entrelaçadas num café que reside a beleza da simplicidade na letra de Tom's Diner, que podemos muito bem substituir Tom por qualquer espaço que vamos, todos os dias, tomar o nosso pequeno almoço. Originalmente editado por Suzanne Vega em 1982 é o tema de abertura do álbum Solitude Standing (1987), que incluí o aclamado single, embora com uma história bem triste, Luka. Curiosidade de Tom's Diner é que foi remisturado em estilo próprio pelos britânicos D.N.A que editaram o single sem autorização de Vega, tal como acontecia nos finais dos anos 80 em que o hábito de usar samples sem autorização era bastante comum, de forma a oferecer temas conhecidos, mas mais apropriados à club culture que se inciava, por exemplo Black Box com Ride on Time, que samplam Lolleatta Holloway. Após acordo,e com o próprio consentimento de Vega, o single chega ao número 2 da UK Singles Chart, tendo, já sido usado por Giorgio Moroder com Britney Spears, Timbaland e até mesmo a cantora r'n'b Aaliyah com Hot Like Fire e pelo português David Carreira e Bingo Players pela Spinnin' Records.
Em suma, podemos observar e aprender com os outros que estão á nossa volta no ______ (preencher com o teu lugar favorito. Talvez nos iremos inspirar pelas atitudes dos outros ou então continuar a acreditar que estamos no bom caminho.


English / Inglês
Afternoons spent at the cafés studying, watching the time go by, reading or listening to music. In those lonely moments, we saw the tables around us, lit a cigarette, and felt the first taste of coffee. We have our desk with our mobile phones, a book and the headphones that we are about to use ... however, some couples enter, some happy, others abandoned to their long-term relationship. The old man writes in his tablet some work e-mails, two guys wearing black suits discuss the news, while the 20-year-old girl speaks very loudly on the  phone ... therefore we have in a single place, a world of experiences, hearts, loves and lives.
It is in this blend of lives intertwined in a cafe that lies the beauty of simplicity in the lyrics of Tom's Diner that we can nicely replace Tom to whatever we go everyday to have our breakfast. Originally released by Suzanne Vega in 1982 it is the opening theme of the album Solitude Standing (1987), which included the acclaimed single, although with a very sad story, Luka. Curious fact about Tom's Diner is that it was remixed in its own style by the British duo DNA who released  the single without Vega's permission, as it was common in the late 1980s, as it was quite common to use samples without the authour's permission, in order to offer well-known songs , but more appropriate for the culture of the club that has started, for example Black Box with Ride on Time, who sampled Lolleatta's Holloway voice. After getting into an agreement, and with Vega's consent, the single arrives at number 2 of the UK Singles Chart, having already been used by Giorgio Moroder with Britney Spears, Timbaland and even the singer r'n'b Aaliyah with Hot Like Fire and by the Portuguese David Carreira and Bingo Players on  Spinnin 'Records.
To sum up, we can observe and learn from others around at ______ (fill in with your favorite place). Maybe we are about ot be inspired by the attitudes of others or continue to believe that we are on the right path.

 

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published at 22:31

TESTIFY love on a hot spring day!

by perplex3r, em 10.04.17

hifi sean feat. crystal waters

Tell me why I need your love // why I got to have your love
Justify your love // Make me a believer

Português / Portuguese
Todos os dias questionas! Questionas o teu dia, o que acreditas, as palavras que te dizem e o porquê de certas atitudes tuas e dos outros. Serão, algumas dessas perguntas, que este tema, que mistura gospel com um house bem alegre, nos traz para estes dias quentes de primavera.
Considerada pela Billboard como a 39º Most Successfull Dance Artist of All Time, a americana Crystal Waters dá a voz ao single Testify do álbum Ft do britânico Hifi Sean, a voz que já nos fez conhecer problemas sociais com Gypsy Woman, deixar a cidade poluída para trás e segui-la para Destination Calabria (com Alex Gaudino) ou até mesmo cantarolar um amor bem ardente com 100% Pure Love. Para além da sua voz única, Crystal, juntamente com Sean Dickson, mostra mais uma vez a sua capacidade como letrista e contribui para a desmitificação da música de dança que é, muitas vezes, vista como fútil e sem sentido, aliás 6 ASCAP Songwriter Awards são a prova disso.
Se por acaso queres emergir em águas mais electrónicas e exorcisar os teus demónios num dancefloor cheio de cores e lasers, existe a remistura de Superchumbo (Tom Stephan) que dá ao tema um boost energético, repleto de batidas sincopadas e  um sabor mais latino. O remix package ainda inclui a excelente versão extended e a remistura de Steve Mac, que tendo “tell me why I need your love /why I got to have your love” em loop com batidas house nos afasta do momento gospel, mas que nos aproxima das margens bem mais próprias para as 5 da manhã numa discoteca.
Assim, Testify faz-nos questionar o que acreditamos quando algo ou alguém vem e mexe no nosso mundo de crenças, mas acima de tudo, faz-nos lembrar que devemos (sempre?) estar abertos a todas a possibilidades e aceitar todas as experiências que se deparam à nossa frente ... afinal, a vida e o amor não são isso mesmo?

English / Inglês
Everyday you question yourself! You question your day, what you believe, the words that are told to you, and the reason certain actions of yourself and others. These are some of the questions, that this track, which mixes gospel with a very cheerful house, brings us on these hot spring days.
Considered by Billboard as the 39th Most Successful Dance Artist of All Time, the American Crystal Waters gives voice to the single Testify of the album Ft of the British Hifi Sean, the voice that already made us know social problems with Gypsy Woman, leave the polluted city and follow her to Destination Calabria (with Alex Gaudino) or even hum a blazing love with 100% Pure Love. In addition to her unique voice, Crystal, along with Sean Dickson, shows us once again her ability as a writer and contributes to the demystification of dance music that is often seen as futile and meaningless, in fact 6 ASCAP Songwriter Awards are proof of this.
If you want to emerge in more electronic waters and exorcise your demons in a dancefloor full of colors and lasers, there is the remix of Superchumbo (Tom Stephan) that gives the track an energetic boost, full of syncopated beats and a more latin flavor. The remix package also includes the excellent extended version and the remix of Steve Mac, which has  "tell me why I need your love / why I got to have your love" in loop with house beats moves us away from the gospel moment, but  brings us closer to  much more proper shores at 5 a.m. in a club.
Thus, Testify makes us question what we believe when something or someone comes and moves in our world of beliefs, but above all, reminds us that we must (always?) Be open to all possibilities and accept all the experiences we have in front of us ... after all, aren´t life and love made of that?

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published at 14:24

English

   
Português

“I know I’ve asked to much of you / and I pushed you away”

Can the simplicity of those words shake the skeptical ones, the   unbelievers and those who are cold because of the weather or life? It seems that in the blossom of a spring that has been proving to be cold, Woman’s Hour can show us the sunlight in our musical world. Fiona Burgess, William Burgess, Nicolas Graves, Josh Hunnisett managed to shake this season with the track Her Ghost, fresh, melodic and electronically simple (without being poor)!

To prove that, one has the promo video which turns into gestures Fiona’s words, the voice that came be part of the list of indie bands and force our hearts to have hope in the music business in 2014.

In relation to Love, when we have nothing left to say, we can simply give that long hug and listen ….

 

“I know I’ve asked to much of you / and I pushed you away”

Pode a simplicidade de tais palavras estremecer os mais cépticos, os descrentes e o  que estão frios pelo tempo ou pela vida? Parece que no florescer de uma primavera que se tem demonstrado fria,  Woman’s Hour consegue abrir um raio de sol no nosso mundo musical. Fiona BurgessWilliam BurgessNicolas GravesJosh Hunnisett conseguiram abalar o início da estação com o tema Her Ghost, fresco, melódico e electronicamente simples (sem parecer pobre!).

A provar isso mesmo, está o video de promoção que transforma em gestos as palavras de Fiona, a voz que veio para ficar e entrar na lista de bandas indie  e obrigar a nosso coração a ter esperança na música no ano de 2014.  

E se em relação ao Amor, não temos nada a dizer, podemos simplesmente dar aquele abraço prolongado e ouvir …

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published at 19:34

note

(Português)
Devido à nova imagem do blog, todos os posts anteriores a 2017 podem surgir com formatação diferente. Um novo ano, uma nova vida, nova música, nova imagem!

(English)
Due to the new image, all posts prior to 2017 may come up with a different format. A new year, a new life, new music and new image!



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