Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Ideas by man and only that will last
And over time we've learned from the past
That no man's fit to rule the world alone
A man will die but not his ideas
(Ace of Base: Happy Nation (1993))

As imagens de um muro a ser quebrado na televisão com pessoas a chorarem de alegria e de emoção foi visto por um miúdo a quilómetros de distância sem entender o que se estava a passar  ... anos volvidos, esse mesmo miúdo compreendeu que não foi apenas um muro que caiu, mas sim um regime. As portas de novas possibilidades livres de grilhões parecia ser o caminho que iria ser percorrido pelos séculos seguintes ...

Estamos num novo milénio, num novo século, numa nova década, num período após quase dois anos de confinamentos e de momentos em que o mundo se juntou e lutou em conjunto! A beleza de ver a união, a luta por um bem comum, desprovido de coisas mesquinhas e de questões raciais e /ou políticas ... mas eis que vem uma sombra do leste! Caminhou devagar e atingiu um povo, uma país e, consequentemente, o MUNDO ... e compreendemos que a história de Tolkien, embora fantasiosa, nos conta quem estava sentado num trono e, sorrateiramente, foi preparando terreno para atingir os Homens e tudo o que eles acreditam.

Por todos os manuais de história mundial que podemos abrir, vemos que a história se repete, pelo mesmo grupo de pessoas, pelo mesmo senhor, pelo mesmo pretensioso imperador que arrasta para a ruína e para o som estridente de material bélico quem não o deseja. Aquele que, mesmo quando o confronto acabar, irá estar sentado num sofá de uma sala vestido, alimentado e orgulhoso, enquanto os restantes apanham os destroços de uma vida e limpam as lágrimas de uma dor profunda.

Vamos nos unir (antes que seja tarde demais)! Aqui está como:
Quero ajudar a Ucrânia. Como o posso fazer?(Visão)

Laudate omnes gentes laudate (Louvai homens louvai)
(...)
For the people for the good
For mankind brotherhood
(Ace of Base: Happy Nation (1993))

Autoria e outros dados (tags, etc)

published at 12:09

(Português/Portuguese)
As segundas são aqueles dias de (re)começo, em que damos conta das reticências que os fins de semana nos deixaram, breves pontas soltas que não conseguimos terminar, gestos que ficaram a meio ou palavras que foram cortadas. Ao que parece, o tempo é muito curto para fazermos o que gostamos, o que queremos e, acima de tudo, o que precisamos para nos fazer felizes.

Talvez seja melhor mudar a perspectiva, considerar estes dias como o primeiro dia que consiga levar a mudança e que ela culmine, no fim de semana. Dancing on Glass de St Lucia pode ser aquela metáfora sobre os nossos atos, quase como caminhamos sobre aquele gelo que pode partir, mas não aprendemos nada com isso ... mas é para isso que servem as segundas, não? Podemos ter ritmos diferentes, mas mais cedo ou mais tarde, iremos alcançar o que queremos, mas o verdadeiro desafio vem quando a conquista já foi feita. 

Quebrámos esta segunda com Jean-Philip Grobler, oriundo da África do Sul, que traz uma mescla de electrónica curiosa, mas que é resultado da sua evolução musical neste segundo álbum Matter e de experiências em remisturar Passion Pitt, Foster the People e dar voz a temas dos The Knocks.

(English/Inglês)
Mondays are those (re) start days, when we are aware of the ellipsis that the weekends have left us, short loose ends that we were unable to finish, gestures that were left in the middle or words that were cut off. It seems that time is too short for us to do what we like, what we want and, above all, what we need to make us happy.

Perhaps it is better to change the perspective, to consider these days as the first day that can lead to change and culminate in the weekend. Dancing on Glass by St Lucia can be that metaphor about our actions, almost as we walk on that thin ice that can break, but we didn't learn anything from it ... but that's what Mondays are there for, isn't it? We may have different paces, but sooner or later, we will achieve what we want, but the real challenge comes when the achievement has already been made.

We broke this second with Jean-Philip Grobler, from South Africa, who brings a mixture of curious electronics, but which is the result of his musical evolution in this second album Matter and experiences in remixing Passion Pitt, Foster the People and giving voice to tracks by The Knocks.

Autoria e outros dados (tags, etc)

published at 17:27

dreams ... they can come true, sem planos!

by perplex3r, em 29.03.21

Praia da Barrinha de Esmoriz (Foto Original)

(Português/Portuguese)

O início da semana é sempre uma página em branco, um livro pronto para ser escrito ou um caminho pronto para receber as nossas pegadas, por vezes, desalinhadas ou sem sentido. Será por isso que deambular pela vida é, por vezes, tão interessante como seguir em linha recta até a um objectivo?

Gabrielle traz com Dreams (#2 UK Single Charts), uma mensagem de que tudo o que queremos pode acontecer, pode ser trazido até nós, desde que tenhamos a coragem de dizer o que sentimos, mesmo que seja um talvez, uma incerteza. Afinal, é para isso que a esperança existe, encontramos aqueles olhos que nos apaixonam e nos agarram por uma eternidade. Não somos todos iguais, e Find Your Way, o título deste álbum, é uma mensagem que os caminhos se cruzam, se separam e, quem sabe, mais tarde, quando menos esperamos, se voltam a juntar por breves momentos de saudosismo. Assim, a primeira faixa do álbum Going Nowhere foi a primeira pegada na praia .... agora, sem planos, aproveitamos esta mistura de pop e acústica, com uma voz peculiar para deixarmos os planos de lado e vivermos o momento.

Pronto para decidir a tua direcção?

(English/Inglês)

The beginning of the week is always a blank page, a book ready to be written or a path ready to receive our footprints, sometimes misaligned or meaningless. Is that why walking around life is sometimes as interesting as going straight to an objective?

Gabrielle brings with Dreams (# 2 UK Single Charts), a message that everything we want can happen, it can be brought to us, as long as we have the courage to say what we feel, even if it is a maybe, an uncertainty. After all, that's what hope exists for, we find those eyes that we fall in love with and hold us for eternity. We are not all the same, and Find Your Way, the title of this album, is a message that paths do cross with each other, go separate ways and, who knows, later, when we least expect it, they come together again for brief moments of nostalgia. So, the first track on album is Going Nowhere album was the first footprint on the beach .... now, without plans, we took advantage of this mix of pop and acoustic, with a peculiar voice to put aside plans and live the moment.

Ready to decide your direction?

Autoria e outros dados (tags, etc)

published at 20:21

Frühling ... primavera melancólica!

by perplex3r, em 22.03.21

2raumwohnung

Português/Portuguese

Este T2 (significado de 2Raumwohnung) abre as suas janelas para deixar entrar o sol ainda frio das primeiras manhãs de primavera, aquecendo a alma com a mistura de instrumentos clássicos e de melodias bossa nova no álbum Melancolish Schön

Bossa nova em alemão? Sim. Derrubamos preconceitos sobre uma língua que deixa de ser sentida como áspera, fria e distante, que traz uma alegria melancólica da primavera que ainda mal começou, tal como devemos fazer todos os dias. As nossas relações começam pela manhã, e podemos não entender totalmente o outro, as suas atitudes ou, até mesmo o seu olhar, mas se escutarmos atentamente, podemos sentir o que nos está a dizer, até sem palavras.

Assim, mesmo para quem não compreende a língua das declinações, das palavras longas e de letras maiúsculas no meio da frase, Wir trafen uns in einem Garten transporta qualquer um para aquele banco de jardim, em que estamos com um sorriso e uma leve brisa nos cabelos e não conseguimos explicar porque estamos apaixonados. Spiel Mit, diz-nos isso mesmo, basta um olhar para lermos a mente um do outro e, sabermos, o quanto nos queremos tocar e aproximar, debaixo da árvore desse jardim. Quantas sensações este álbum acústico desta banda electrónica consegue trazer, apesar de editado em 2005, tudo pela doçura vocal de Inge Humpe e instrumentalizado por Tommi Eckard. Poético!

O álbum termina a viagem com Liebe (Amor), o cupido que a Primavera traz para ver se, será desta, depois de um confinamento físico e mental, nos deixamos todos, gradualmente, apaixonar uns pelos outros, mesmo quando a nossa língua não tem os mesmos termos, a nossa cor é diferente e, os nossos  projectos não se cruzam.

Happy Spring!

 

English/Inglês

This 2 bedroom apartment (meaning of 2Raumwohnung) opens its windows to let in the still cold sun of the first spring mornings, warming your soul with the a mixture of classic instruments and bossa nova melodies on the album Melancolish Schön.

Bossa nova in German? Yes. We break down prejudices about a language that is no longer felt as harsh, cold and distant, that brings a melancholy joy of spring that has barely begun, just as we must do every day. Our relationships start in the morning, and we may not fully understand the other person, his attitudes or even his gaze, but if we listen carefully, we can feel what he is saying, even without words.

So, even for those who do not understand the language of declensions, long words and capital letters in the middle of the sentences, Wir trafen uns in einem Garten transports anyone to that garden bench, where we are with a smile and a light breeze through the  hair and we can’t explain why we’re in love. Spiel Mit, tell us that, just one look is enough to read each other's minds and knowing how much we want to touch each other and get closer, under a tree of that garden. How many sensations this acoustic album by this electronic band can bring, despite being released in 2005, all due to the vocal sweetness of Inge Humpe and instrumentalized by Tommi Eckard. Poetic!

The album ends the trip with Liebe (Love), the cupid that Spring brings to see if, after this physical and mental confinement, it will be like this, we gradually let ourselves fall in love with each other, even when our language doesn't have the same terms, our color is different and our projects do not intersect.

Happy Spring!

Autoria e outros dados (tags, etc)

published at 18:24

cry me a river ... não quero saber!

by perplex3r, em 17.03.21

Cry me a River

to tell a moaning person to shut up and that you dont care.
(source: Urban Dictionary)

 

Português/Portuguese

Quando a semana ainda vai a meio, assim como aqueles papéis mal organizados em cima da mesa, com todos os post its cheio de anotações, agendas repletas de riscos e de palavras mal desenhadas, não é possível, num belo dia de sol e de calor quase primaveril, estragarmos a alegria que sentimos com coisas sem sentido.

Cried Me a River, apesar de escrito no passado, é um sentimento bem presente com uma letra melodiosa que nos reporta a campos onde vemos desabrocharem flores de esperança. Não devemos nos importar sempre com tudo que nos dizem, não devemos sequer sentir dor de quem não quer ser ajudado ou, até mesmo, de quem usa uma certa chantagem sensual para agarrar o nosso olhar e nos fazer deixar de ver.

Jersey St, neste conto de vocal house, atinge essa maturidade que, para muitos, demora anos a desenvolver, mas que é perfeitamente atingível com toda a nossa história de vida.Tal como a vida, existem aqui duas edições neste 12", a versão vocal house, com a história bem contada à nossa frente e a versão dub, que mais não é que uma versão instrumental para nós escrevermos momentos da nossa história num banco de jardim ou num passeio junto ao mar...

Ou, neste momento, na varanda com uma lata de Super Bock fresquinha debaixo do silêncio da noite!

 

English/Inglês

When the week is still in the middle, as well as those badly organized papers on the table, with all the post its full of notes, diaries full of risks and badly drawn words, it is not possible, on a beautiful spring day of sun and heat, spoiling the joy we feel with meaningless things.

Cried Me a River, despite written in the past, is a very present feeling with melodious lyrics that takes us to fields where we see flowers of hope blooming. We shouldn't always care about everything they tell us, we shouldn't even feel pain from those who don't want to be helped or even from those who use a certain sensual blackmail to grab our gaze and make us stop seeing things.

Jersey St, in this vocal house tale, reaches that maturity that, for many, takes years to develop, but which is perfectly attainable with our entire life story. Like life, there are two editions in this 12" , the vocal house version with the story well told in front of us and the dub version, which is nothing more than an instrumental version for us to write moments of our history on a garden bench or on a walk by the sea ...

Or, right now, on the balcony with fresh can of Super Bock under the silence of the night!

Autoria e outros dados (tags, etc)

published at 20:53

note

(Português)
Devido à nova imagem do blog, todos os posts anteriores a 2017 podem surgir com formatação diferente. Um novo ano, uma nova vida, nova música, nova imagem!

(English)
Due to the new image, all posts prior to 2017 may come up with a different format. A new year, a new life, new music and new image!



@bout me

foto do autor


text me