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Alphawezen

Português/Portuguese
Os dias estão num misto de cinzento e azul claro, recortados por raios de sol amarelos e quentes que alegram a vista, tornam os dias mais suportáveis e, sem sombra de dúvida, cheios de esperança.

Alphawezen, banda alemã composta por Asu Yalcindag e Ernst Wawra, trazem esta luz com Gai Soleil, retirado do álbum L'après-midi d'un Microphone (reeditado em 2017 em streaming com uma completa listagem de remisturas). Luz essa cheia de sensualidade, de questões ininterruptas. Vagueamos mentalmente pelas praias que nos satisfazem no verão, tal como fizemos durante as paixões arrebatadoras que fomos tendo ao longo dos anos (ou dias ... não interessa; o tempo é uma mera invenção humana) e nos faziam crescer enquanto acreditávamos que nos estavam a destruir quando terminavam.  Tal como o mar, recolhemos para reflectir e observamos cada bocadinho do nosso ser para, depois, voltarmos com toda a força chegando a criar marés vivas, ondas gigantes, remoinhos de coisas boas ou más, mas que não são mais do que momentos de aprendizagem.

Gai Soleil, nesta edição, tem duas remisturas de Terry lee Brown Junior que nos fazem levantar o pé e começar a dançar pelas areias ainda frias da Primavera. Vão criar um momento em que o nosso eu se encontra com o seu mar interior, vai fazer reflectir sobre cada momento que temos ou tivemos a dois mas, acima de tudo .... vai trazer um grande raio de sol na nossa vida que se vai encontrar com novos desafios quando bater, suavemente, numa nova costa de areias brancas.

 

Inglês/English

The days are in a mix of gray and light blue, cut out by hot and sought after rays of light that brighten the view, make the days more bearable and, without a doubt, full of hope.

Alphawezen, a German band composed of Asu Yalcindag and Ernst Wawra, bring this light with Gai Soleil, taken from the album L'après-midi d'un Microphone (reissued in 2017 in streaming with a complete list of remixes). This light is full of sensuality, of uninterrupted questions. We wander mentally along the beaches that satisfy us in the summer, just as we did during the overwhelming passions that we have had over the years (or days ... it doesn't matter; time is a mere human invention) and made us grow while we believed they were there to destroy us when they finished. Like the sea, we gather to reflect and observe every little bit of our being so that, afterwards, we return with all our strength, creating lively tides, giant waves, swirls of good or bad things, but which are nothing more than moments of learning. 

Gai Soleil, in this edition, has two remixes by Terry Lee Brown Junior that make us lift our feet and start dancing through the cold sands of Spring. They will create a moment in which we meet our inner seas, it will make us reflect on every moment we have or had as a couple but, above all ... it will bring a great ray of sunshine in our life and encounter new challenges when it hits a new shore of white sands.

Dis-moi, gai soleil
Pourquoi cet eternel va-et-vient?
Encore une larme sur tes rivages
Car du font des mes abimes
Je rêve d'une calme fontaine
Claire, faible et apaisante
Dis-moi, gai soleil
Pourquoi cet eternel va-et-vient?

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published at 19:14

Foundations: amor e(m) confinamento ..

by perplex3r, em 24.02.21

You said I must eat so many lemons,
'cause I am so bitter.
I said "i'd rather be with your friends mate,
'cause they are much fitter"

Português/Portuguese

Foundations de Kate Nash nunca fez tanto sentido como agora...nem quando estávamos apaixonados durante aquela idade da inocência ou, até mesmo, durante os nossos famosos twenties em que,para nós, o mundo era uma infindável lista de possibilidades, que se foram desvanecendo com o tempo.

Estamos, agora, naquele momento em que o nosso amor foi encontrado e, com o qual, temos que partilhar todas aquelas coisas fofas que, no início, achávamos que seriam tão características e que não as trocávamos por nada ... até hoje! Podemos dizer, amo-te tal como és, porque te vejo ao fim do dia e a saudade fica mais apertada; mas agora, gostávamos de dizer amo-te tal como és, mas se mudares esta coisinha pequenina, vou gostar ainda mais. Exemplos? Que tal lavares a loiça? Parares de comer e fazeres migalhas quando estou em vídeo chamada ou, se calhar, parares de ouvir essa música de uma vez por todas? Estamos a entrar num colapso em que o amor e uma cabana pode não chegar, em que vamos buscar aquelas ironias infantis que, maldosamente, nos podem trazer por breves momentos durante a semana, alguma a alegria/tristeza.

Este single, que chegou ao Top 10 do Reino Unido, num ano particularmente especial na música (2007), entre cantores conhecidos pelo MySpace e Youtube e alguns mp3 espalhados pelos programas peer to peer nos fazia pensar se os nossos corações estavam destinados ao que tínhamos ao lado. Ainda, trouxe à tona aqueles sentimentos de revolta e de vergonha, com um travo de ironia em atos impensáveis. Uns anos volvidos, Kate Nash traz, docemente, a questão se podemos ou não esquecer os detalhes de que a vida são feitos. Será por isso que este álbum se chamou Made of Bricks (UK nº1)? Talvez ...

O que é certo é que esta casa, hoje, foi construída a dois e não pode, de alguma maneira, ser derrubada por aquela vontade de te deixar na sala com a janela aberta para aprenderes a não beber tanto Casal Garcia a uma quarta-feira. Ou então, não teres um jantar pronto a horas simplesmente porque te apeteceu estar a ver mais um episódio daquela série absurda na Netflix sobre sexo que não podemos ter, já que temos muita gente à nossa volta.

Afinal, a semana está a meio e, na sexta-feira, vamos esquecer estes pormenores ridículos e lembrar o quanto este amor nos faz feliz (mesmo sem ter levantado a tampa da sanita durante 4 dias ou ter sujado o chão com toda aquela comida vegetariana que decidimos fazer depois de ver um programa no 24 Hour Kitchen).

This ... is what love is all about!

English/Inglês

Kate Nash's Foundations has never made more sense than now ... not even when dating during that age of innocence or even during our famous twenties when, for us, the world was an endless list of possibilities, gone fading over time.

We are now in that moment when our love was found and, with whom we have to share all those cute things that, in the beginning, we thought would be so characteristic and that we would not exchange them for anything ... until today! We can say, I love you the way you are, because I see you at the end of the day and the longing gets tighter; but now, we would like to say I love you the way you are, but if you change this little thing, I will like you even more. Examples? How about washing the dishes? Stop eating and making crumbs when I'm on a video call, or maybe stop listening to that song once and for all? We are entering a collapse in which love and a hut may not be enough, in which we seek those childish ironies that, maliciously, can give us some joy / sadness for brief moments during the week.

This single, which reached the UK's Top 10, in a particularly special year in music (2007), among singers known for MySpace and Youtube and a few mp3s spread across peer to peer programs made us wonder if our hearts were destined for what we had next to us. Still, it brought up those feelings of revolt and shame, with a touch of irony in unthinkable acts. A few years later, Kate Nash sweetly raises the question of whether or not we can forget the details of what life is made of. Is that why this album was called Made of Bricks (UK # 1)? Maybe ...

What is certain is that this house, today, was built by two and cannot, in some way, be overthrown by that desire to leave you in the room with the window open for you to learn the lesson of not to drink so much Casal Garcia on a Wednesday.  Or, not having a dinner ready on time simply because you felt like watching another episode of that absurd series on Netflix about sex that we can't have, since we have a lot of people around us.

After all, the week is almost over and, on Friday, we will forget these ridiculous details and remember how happy this love by our side makes us (even without having lifted the toilet lid for 4 days or having soiled the floor with all that vegetarian food you decided to make after watching a program on  24 Hour Kitchen).

This ... is what love is all about!

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published at 20:41

 

 

Ruhe
Das höchste Glück auf Erden
Kommt sehr oft nur durch Einsamkeit in das Herz
 

 

Português/Portuguese
Numa sexta-feira, outrora movimentada de carros, luzes vermelhas, verdes e amarelas, entrecortadas pela chuva, de correrias, de vozes no metro e de telefonemas a alto e bom som pela avenida, tudo em busca do início de uma happy hour pela baixa, fugíamos todos a momentos de silêncio (Ruhe) em busca de experiências que borbulhavam som.
Hoje, num dia frio de Fevereiro, buscamos um silêncio recortado de melodias que não sejam eufóricas, mas que não sejam demasiado introspectivas para este nosso confinamento. Como resolver esta dualidade? 
Não será a lermos Johann Christoph Friedrich von Schiller, que o iremos conseguir. Mas a ouvirmos a banda electrónica que partilha o seu sobrenome. Com uma carreira que iniciou no final do milénio, e com mais de 7 milhões de álbuns vendidos (bilingues), duetos com Sarah Brightman, Nadia Ali, Kim Sanders, Mike Oldfield, entre outros, temos uma fusão de classicismo e sons electrónicos e tecnologias, numa amálgama de emoções sonoras.
Symphonia é isso mesmo, pois nunca nos faz resvalar em emoções interiores demasiado pessimistas e, simultaneamente, não cria a euforia necessária que nos faria querer abrir a porta de casa, apesar de oferecer crescendos emotivos, em pouco mais de uma hora (Ah, e não saber Alemão não implica em nada não querer desbravar caminhos por estes sons sentados no sofá)
Freitag ... uma garrafa de vinho tinto, as portadas abertas para ver a chuva a bater nas janelas, Symphonia de fundo e ____________ (preencher com o que mais te faz falta numa noite relaxante). 

Inglês/English
On a Friday, once bustling with cars, red, green and yellow lights, interrupted by rain, rushing, voices in the metro and loud calls on the avenue, all in search of the beginning of a happy hour downtown , we all ran away from moments of silence (Ruhe) in search of experiences that bubbled sound.
Today, on a cold February evening, we seek a silence cut out of melodies that are not euphoric, but that are not too introspective for our confinement. How to resolve this duality?
Reading Johann Christoph Friedrich von Schiller, will not be the answer. But listening to the electronic band that shares his surname. With a career that started at the end of the millennium, and with more than 7 million (bilingual) albums sold, duets with Sarah Brightman, Nadia Ali, Kim Sanders, Mike Oldfield, among others, we have a fusion of classicism and electronic sounds and technologies, in an amalgamation of sonorous emotions.
Symphonia is just that, because it never makes us slip into overly pessimistic inner emotions and, at the same time, it does not create the necessary euphoria that would make us want to open the door of our home, despite offering emotional growth, in just over an hour (Ah, and not knowing German does not imply that you do not want to open paths through these sounds sitting on the sofa).
Freitag ... a bottle of red wine, the shutters wide open to see the rain hitting the windows, Symphonia in the background and ____________ (fill in with what you miss most on a relaxing night).

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published at 19:35

note

(Português)
Devido à nova imagem do blog, todos os posts anteriores a 2017 podem surgir com formatação diferente. Um novo ano, uma nova vida, nova música, nova imagem!

(English)
Due to the new image, all posts prior to 2017 may come up with a different format. A new year, a new life, new music and new image!



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