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(k7 sounds) ... fitas com história(s)!

by perplex3r, em 12.03.21

K7 Sounds

Português/Portuguese

Lou Ottens (1926-2021), faleceu esta semana. O inventor da cassete é culpado pelo esbanjar de mesadas em fitas cheias de música alegre, triste, com mais ou menos qualidade (se olharmos para essas edições aos olhos de hoje), que serviram para abrilhantar as festas de garagem, as caminhadas com o nosso walkman, as viagens longas até ao Algarve e, mais que isso, levou gerações a perderem horas infindáveis a gravar aquelas MixTapes especialmente concebidas para os nossos amigos. Depois, com todo aquele orgulho visível nos nossos olhos, entregávamos a playlist escrita à mão e, com um grande sorriso, dizíamos: Gravei a pensar em ti!

Anos volvidos, e saudosismos à parte, o Lado A sempre se sobrepôs ao Lado B destas compilações. Todos sabemos que as melhores canções (ou aquelas que gostamos mais) estão logo no início da fita. Talvez por isso, quando construímos uma compilação, a nossa criatividade, bom gosto, esforço e empenho se vão atenuando ao longo da longa fita de 30 minutos ... às vezes queremos apenas preencher aqueles minutos finais só para, imagine-se, não ficarmos com a sensação de que nada fizemos ou dissémos...é para isso que serve o Lado B?

Ainda continuamos a gravar histórias em fitas que se vão partindo, colando e, por vezes, deteorando com o tempo, mas como estamos no melhor dia da semana, não podemos terminar como se estivéssemos com as pilhas Duracell no fim e a nossa festa a terminar...Afinal de contas, podemos sempre fazer rewind e gravar por cima, não é verdade? Uma coisa é certa, não podemos é estar em pause até que aquela música que nos enche o coração passe na rádio para a gravarmos religiosamente ... Levanta-te, escolhe a tua bebida favorita e press play ... hoje vais viajar no tempo a sorrir!
Happy Friday! 

 

English/Inglês

Lou Ottens (1926-2021), passed away this week. The inventor of the cassette is to blame for the waste of pocket money on tapes full of happy or sad music, with more or less quality (if we look at these editions in the eyes of today), which were used to brighten up garage parties, walks with our walkman, long trips to the Algarve and, above that, it led us losing endless hours recording those MixTapes specially for our friends. Then, with all that pride visible in our eyes, we handed out a handwritten playlist and, with a big smile, we said: I recorded this tape thinking about you!

Years later, and nostalgia aside, Side A has always overlapped Side B of these compilations. We all know that the best songs (or the ones we like the most) are right at the beginning of the tape. Maybe that's why, when we build a compilation, our creativity, good taste, effort and commitment are attenuated over the long 30-minute tape ... sometimes we just want to fill those final minutes just to, imagine, not to get the feeling that we didn't do or say anything ... is that what Side B is for?

We still continue to record stories on tapes that break, glue back together and sometimes degrade over time, but as we are on the best day of the week, we cannot end as if we were with the Duracell batteries at the end and our party ending ... After all, we can always rewind and record all over again, right? One thing is for sure, we cannot be on pause until that song that fills our hearts is played on the radio for us to record it religiously ... Get up, choose your favorite drink and press play ... today you will travel back in time smiling!

Happy Friday! 

 

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published at 18:44

mix it ... vá lá, é sexta!

by perplex3r, em 19.02.21

 

not everybody understands house music
it's a spiritual thing, a body thing,
a soul thing

Eddie Amador, House Music (1997)

 




Português/Portuguese

Uma semana pesada de trabalho, em que a vida só passa perante um ecrã que muda de imagens entre contas Teams, Google e Sapo. Uma semana de trabalho em que as passwords se misturam, as imagens se fundem numa mescla de ficheiros e as palavras deixam de fazer sentido ao fim da tarde ... por isso, as conversas às 20 horas não fazem sentido algum. E a uma sexta-feira, poderão elas ser necessárias? Não parece que sejam!

Num dos dias menos alegres, redescobrimos a versão de um CD-R bem velhinho com o som que uma rádio de Lisboa se fazia conhecer no Porto. Talvez por isso, o som desta semana tivesse um travo de revivalismo, por entre discotecas como o SoundPlanet, Rocks ou até mesmo, 8 Graus Oeste na Veneza Portuguesa e a extinta Elektro Parade do Porto. Será este cenário que serve de abertura a uma compilação com 21 anos mas que contém o que de melhor (ou não) se fez num ano de música prontinha para martelar as pistas de dança, alcançar as tabelas de vendas e se tornarem clássicos. Exemplos? Não faltam ... Rui da Silva, com Touch me (nº1 no Reino Unido), Celeda com o som repetitivo e viciante de Underground, Deep Dish e Everything but the Girl, Da Hool e Funkstar Deluxe com Grace Jones e Barry White....

Não precisamos de muitas explicações, porque uma sexta com o tema "Do you remember?", só necessita de uma boa coluna no volume acima do aceitável, para acreditarmos que, em breve, uma extended version do nosso hit favorito irá estar prontinha para aquecer um dancefloor que, há um ano, nos espera .... ansiosamente! Por agora, afasta a mobília da sala e ...

Now let me see you work (esse corpinho que esteve sentado o dia todo!)
Celeda, Undergound (Addictive Trip Mix)

 

Inglês/English

A heavy week of work, in which life only passes in front of a screen that changes images between Teams, Google and Sapo accounts. A work week in which passwords are mixed, images are merged into a mixture of files and words no longer make sense in the late afternoon ... so conversations at 8 pm make no sense. And on a Friday, could they be necessary? It doesn't look like they are!

On one of the less joyful days, we rediscovered the version of a very old CD-R with the sound from a Lisbon radio which was becoming known in Porto. Perhaps this is why this week's sound had a touch of revival, among clubs such as SoundPlanet, Rocks or even, 8 Graus Oeste(1) in Portuguese Venice(2) and the extinct Elektro Parade in Porto. It will be this scenario that opens a 21-year-old compilation but that contains the best (or not) made in a year of music ready to bump the dancefloors, reach the sales charts and become classics. Examples? There are a lot  ... Rui da Silva, with Touch me (No. 1 in the UK), Celeda with the repetitive and addictive sound of Underground, Deep Dish and Everything but the Girl, Da Hool and Funkstar Deluxe with Grace Jones and Barry White....

We don't need many explanations, because a Friday with the theme "Do you remember?",  just needs a good speaker in highest volume acceptable, to believe that, soon, an extended version of our favorite hit will be ready to warm up a dancefloor that has been waiting for us for a year ... eagerly! NOw, make room in your living room and ...

Now let me see you work (that body that spent the whole sitting on the sofa)
Celeda, Undergound (Addictive Trip Mix)

(Translations notes: 1 SoundPlanet, Rocks and 8 Graus Oeste were clubs in Porto and Aveiro. 2 Portuguese Venice -  nickname given to the city of Aveiro due to its cannals)

 

Dedicado a / Dedicated to: Mónica, David, Gaby, Sara e Anabela  (for all the crazy nights at these clubs and parties ... will we have more, soon? I do believe so!)

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published at 18:49

 

 

Ruhe
Das höchste Glück auf Erden
Kommt sehr oft nur durch Einsamkeit in das Herz
 

 

Português/Portuguese
Numa sexta-feira, outrora movimentada de carros, luzes vermelhas, verdes e amarelas, entrecortadas pela chuva, de correrias, de vozes no metro e de telefonemas a alto e bom som pela avenida, tudo em busca do início de uma happy hour pela baixa, fugíamos todos a momentos de silêncio (Ruhe) em busca de experiências que borbulhavam som.
Hoje, num dia frio de Fevereiro, buscamos um silêncio recortado de melodias que não sejam eufóricas, mas que não sejam demasiado introspectivas para este nosso confinamento. Como resolver esta dualidade? 
Não será a lermos Johann Christoph Friedrich von Schiller, que o iremos conseguir. Mas a ouvirmos a banda electrónica que partilha o seu sobrenome. Com uma carreira que iniciou no final do milénio, e com mais de 7 milhões de álbuns vendidos (bilingues), duetos com Sarah Brightman, Nadia Ali, Kim Sanders, Mike Oldfield, entre outros, temos uma fusão de classicismo e sons electrónicos e tecnologias, numa amálgama de emoções sonoras.
Symphonia é isso mesmo, pois nunca nos faz resvalar em emoções interiores demasiado pessimistas e, simultaneamente, não cria a euforia necessária que nos faria querer abrir a porta de casa, apesar de oferecer crescendos emotivos, em pouco mais de uma hora (Ah, e não saber Alemão não implica em nada não querer desbravar caminhos por estes sons sentados no sofá)
Freitag ... uma garrafa de vinho tinto, as portadas abertas para ver a chuva a bater nas janelas, Symphonia de fundo e ____________ (preencher com o que mais te faz falta numa noite relaxante). 

Inglês/English
On a Friday, once bustling with cars, red, green and yellow lights, interrupted by rain, rushing, voices in the metro and loud calls on the avenue, all in search of the beginning of a happy hour downtown , we all ran away from moments of silence (Ruhe) in search of experiences that bubbled sound.
Today, on a cold February evening, we seek a silence cut out of melodies that are not euphoric, but that are not too introspective for our confinement. How to resolve this duality?
Reading Johann Christoph Friedrich von Schiller, will not be the answer. But listening to the electronic band that shares his surname. With a career that started at the end of the millennium, and with more than 7 million (bilingual) albums sold, duets with Sarah Brightman, Nadia Ali, Kim Sanders, Mike Oldfield, among others, we have a fusion of classicism and electronic sounds and technologies, in an amalgamation of sonorous emotions.
Symphonia is just that, because it never makes us slip into overly pessimistic inner emotions and, at the same time, it does not create the necessary euphoria that would make us want to open the door of our home, despite offering emotional growth, in just over an hour (Ah, and not knowing German does not imply that you do not want to open paths through these sounds sitting on the sofa).
Freitag ... a bottle of red wine, the shutters wide open to see the rain hitting the windows, Symphonia in the background and ____________ (fill in with what you miss most on a relaxing night).

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published at 19:35

Source: lifemusic.ru

 ...Sometimes, you don't even have the time to realize
what is happening to your life,
that it has already happened...
the world moves too fast...
let's recapture the essence of time.
(Robert Miles)

 

Português/Portuguese
A 9 de Maio de 2017 desaparece em Ibiza Robert Miles, o produtor italo-suiço que revolucionou a música de dança a meio da década de 90 com o seu som dream house, mais tarde, denominado dream trance em que as batidas fortes são acompanhadas por piano. Foi com Children (5 milhões de singles vendidos) que alcançou este feito quando rebentou as charts pelo mundo fora, com um impressionante número 1 em mais de doze países, mais de 13 semanas em número 1 na Eurochart Top 100  e influenciou as produções electrónicas nos anos seguintes.
Para além disso, a história que está por detrás desta sua aventura electrónica, a que levou a criar Children e o álbum Dreamland, que contém Fable e One & One (feat. Maria Nayler), é deveras interessante e torna-o não só num músico especial mas também num deejay  consciente do que se passa(va) na club/rave culture (na época). Devido ao crescente número de mortes aos sábados em que proliferavam cada vez mais discotecas com  excessos de álcool (e não só), a polícia italiana chegou mesmo a indicar estes acontecimentos como um flagelo. É certo que o público saía eufórico, ainda com energia ou com sono e, irresponsavelmente, pegava no volante e conduzia até casa após horas de música repetitiva e eufórica e  Robert Miles pretendeu acalmar os ânimos nos finais dos seus sets, quase como trazer uma sensação de relaxamento e calma após os excessos. É certo que a consciência da importância da vida é de cada um, mas é quase como seguir o lema de que para qualquer problema se todos contribuirmos podemos criar soluções, aliás a medida foi até  aprovada  pelas autoridades italianas.
Após cinco álbums dizemos, então, um até já e um OBRIGADO, por todas as melodias de piano, pela mistura com o jazz, o progressive house e chillout que nos proporcionou tantos momentos únicos nas pistas de dança, nas viagens longas de carro e nas festas ao ar livre. A música faz-nos sonhar e como Miles escreveu um dia, o mundo mexe-se rapidamente e, por isso, talvez devemos todos alcançar os nossos sonhos, lutar por eles e celebrar a vida.
R.I.P. Robert Miles!


English/Inglês
On May 9, 2017 Robert Miles passed away in Ibiza, the Italian-Swiss producer who revolutionized dance music in the mid-90s with his dream house sound, later called dream trance in which the strong beats are accompanied by piano. It was with Children (5 million singles sold) that he achieved this feat when it broke the charts around the world, with an impressive number 1 in more than twelve countries and more than 13 weeks in number 1 in the Eurochart Top 100 and influenced the electronic productions in the years that followed.
In addition, the story behind his electronic adventure, which led to the creation of Children and the album Dreamland, which contains Fable and One & One (feat. Maria Nayler), is very interesting and makes him not only a special musician but also a conscious deejay about what was(is) happening in the club/rave culture (at that time). Due to the growing number of deaths on Saturday nights when more and more discos were being opened with alcoholic excesses (and not only that), the Italian police even indicated these events as a scourge. Certainly the audience left them euphoric, still energetic or sleepy, and irresponsibly took the wheel and drove home after hours of repetitive and euphoric music and Robert Miles intended to calm the moods in the end of his sets, almost like bringing a sensation of relaxation and calm after all the excesses. Certainly the audience left them euphoric, still energetic or sleepy, and irresponsibly took the wheel and drove home after hours of repetitive and euphoric music and Robert Miles intended to calm the moods in the end of his sets, almost like bringing a sensation of relaxation and calm after all the excesses. Certainly the awareness of the importance of life belongs to everyone, but it is almost like following the slogan that for any problem if we all contribute we can create solutions, in fact the measure was even approved by the Italian authorities.
After five albums we then say a see you soon  and a THANK YOU for all the piano melodies, the mix with jazz, progressive house and chillout that has provided us so many unique moments on dance floors, long car trips and outdoor parties. Music makes us dream, and as Miles wrote one day, the world moves quickly and therefore, perhaps, we should all achieve our dreams, fight for them and celebrate life.
R.I.P. Robert Miles!

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published at 10:26

robyn is back (with) honey!

by perplex3r, em 29.03.17

It wasn’t ready to be released, but I finished this version for her and Girls(..)

Português / Portuguese
A 20.08.07 Robyn teve direito ao seu primeiro post neste blog, quando conquistou o primeiro lugar da tabela de singles do Reino Unido com With Every Heartbeat e agora, dez anos depois, é com toda aquela alegria que descobrimos que um novo álbum se avizinha para 2017. 

Robyn começou nos finais da década de 90 com melodias bem pop  e após tomar rédeas da sua carreira e tornar-se independente, devido a diferenças com a sua editora, a sua  criatividade mostrou-se sem limites. Para alegria geral, essas aventuras percorrem versões não só acústicas, mas também electrónicas e bem dançáveis juntamente colaborações com Röyksopp, Snoop Dog e Kleerup.
It wasn’t ready to be released, but I finished this version for her and Girls publicou Robyn sobre a escolha da produtora da série Girls Lena Dunham, pois esta última seleccionou este tema estando o mesmo ainda por terminar de forma a que surgisse no último episódio.
O follow up da trilogia Body Talk de 2010 inspira complexidade e melancolia, estando já a demonstrar a capacidade introspectiva, e por vezes fatalista de Robyn, tal como nos temas With Every Heartbeat, Eclipse e Hang With Me. É com a frase You're not gonna get what you need, But baby I have what you want que termina este pequeno excerto, o que nos leva a questionar se no presente capítulo do nosso livro sabemos a diferença e/ou se estamos a repetir o mesmo erro do passado. No que respeita à sonoridade desta faixa, os ritmos electrónicos perduram e embora se possam assemelhar ao anterior álbum, ainda é muito prematuro descortinar por que caminhos se foi construindo um dos álbums há muito esperados. Por isso, após ouvirem um pouco do que está para vir, podem sempre (re)descobrir Robyn por aqui
!

English / Inglês 
A 20.08.07 Robyn was entitled to her first post on this blog when she reached number one in the UK singles chart with With Every Heartbeat and now, ten years later, it is with all the joy that we discover that a new album is coming in 2017.
Robyn began in the late 90s with true pop tunes and after taking over her career and becoming independent, due to differences with her own record company, her creativity proved to be without limits. For general joy, the adventures run not only through acoustic sounds but also electronic and dance versions along with collaborations with Röyksopp, Snoop Dog and Kleerup.
It wasn’t ready to be released, but I finished this version for her and Girls published Robyn on the choice of the producer of the series Girls Lena Dunham, as she has selected this unfinished song in order for it to appear in the last episode of the series.
The follow-up to the 2010 Body Talk trilogy inspires complexity and melancholy, already demonstrating an introspective and sometimes fatalistic side of Robyn, as in the songs With Each Heartbeat, Eclipse and Hang With Me.It's with the phrase You will not get what You need to, But baby, I have what you want that  this little excerpt finished, which leads us to wonder if in this chapter of our book you know  the difference and / or if we repeat the same mistake of the past. As far as the sound of this track is concerned, the electronic rhythms remain and although they resemble the previous album, it is still very premature to discover through which paths  one of the long awaited albums has been build upon. So, after listing a bit what is about what to come, you can always (re)discover Robyn here!

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published at 12:59

note

(Português)
Devido à nova imagem do blog, todos os posts anteriores a 2017 podem surgir com formatação diferente. Um novo ano, uma nova vida, nova música, nova imagem!

(English)
Due to the new image, all posts prior to 2017 may come up with a different format. A new year, a new life, new music and new image!



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