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Sade, dis-moi; Sade, donne-moi
Sade, tell me; Sade, give me


Português / Portuguese

Todos nós temos desejos, desejos de alcançar um novo posto de trabalho, de atingir um patamar de riqueza e, mais do que aqueles que nos são incutidos, existem sempre aqueles desejos que (para uma visão bem puritana) são demasiado pecaminosos para este mundo.
Sadeness (Part 1) de Enigma (5 milhões de singles vendidos) mistura o canto religioso, os vocais sensuais da cantora alemã Sandra, que teve Maria Magdalena nos tops na década de 80, com uma voz masculina que questiona os desejos do Marquês de Sade. São desejos mesclados numa canção que alcançou o número um durante 5 semana nas Eurochart e em mais de 24 países (Reino Unido e US, por exemplo) e que, em alguns, o título foi alterado para Sadness(Part 1), retirando, dessa forma, o pecado que este single poderia conter e atribuindo-lhe mais melancolia que respostas a desejos carnais.
Desta forma, tal como na música, podemos sempre questionar os nossos desejos mais íntimos, podemos até mesmo misturar o que de mais puro temos em nós sem nunca descurar o outro lado do espelho, aquele prazer que nos pode ser oferecido pelo outro, aquele mesmo em que dois corpos se juntam e partilham o que têm de mais íntimo. Aqui, o nome do Marquês substitui-se pelo teu, porque as questões que lhe são dirigidas podem muito bem ser respondidas por ti. Aliás, nesta mistura de sons de flauta e batidas podes, muito bem, reflectir até que ponto te encontras fechado a convenções e tradições obsoletas ou limitativas.
Em suma, não será apenas Sadeness que se encontra actual 27 anos depois, mas também o álbum MCMXC a.D que é mais do que uma busca  num mundo medieval, cheio de sons de floresta, de grilhões que prendem as mãos e a mente e de pessoas que pretendem encontrar respostas únicas e libertadoras às suas questões mais íntimas.Para começar a viagem, por este vídeo, ficamos com Principles of Lust (Os Princípios da Luxúria), a trilogia que Sadeness se insere, porque o pecado, esse, nunca fez mal a ninguém!

 

English/Inglês
We all have desires, desires to get a new job, to be wealthier, and more than the ones that are instigated, there are always those which (for a puritan vision)are too sinful for this world.
Sadness (Part 1) by Enigma (5 million singles sold) mixes religious chants, the sensual vocals by German singer Sandra, who had Maria Magdalena in the charts in the 80's with a male voice that questions the desires of Marquis de Sade. Those are desires mingled in a song that reached number one for 5 weeks on the Eurochart and in more than 24 countries (UK and USA, for example) and in some of them the title was changed to Sadness (Part 1), removing, in that way, the sin that this single could contain  giving to it more melancholy than responses to carnal desires.
In this way, as in the song, we can always question our most intimate desires, we can even mix the purest things we have in us without forgetting what’s on the other side of the mirror, that pleasure that can be given by the other, that one when two bodies come together and share the most intimate things they have. Here the name of the Marquis is replaced by yours, because the questions that are asked him can well be answered by you. In fact,  in this mixture of flute sounds and beats you may well meditate on to what extend you are closed by conventions and obsolete or limited traditions.
In short, it is not only Sadeness that is uptodate 27 years later, but also the album MCMXC which is more than a search through a medieval world, full of forest sounds, of fetters that hold the hands and the minds and of people who want to find unique and liberating answers to their most intimate questions. To start this journey, through the video, we have the Principles of Lust, the trilogy in which Sadeness is part of, because sinning never harmed anyone!

 

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love and OTHER GIRL(s)

by perplex3r, em 03.05.17

Português / Portuguese
Quando contamos os dias, as horas, as semanas e juntámos tudo e obtemos anos e anos de relações, sabemos que nem todas dão certo. Algumas são apenas pequenos parágrafos de páginas escritas à mão, outras transformam-se em pequenos folhetos de jornal e, para o melhor ou para o pior, algumas são mesmos livros com páginas e páginas de acontecimentos, repletos de lágrimas, de abraços, partilhas e algum egoísmo. Nada é fácil quando acaba, mas essa experiência pode muito bem ser enriquecedora, construir uma nova personalidade e obter o melhor que o outro nos ofereceu mas, acima de tudo, crescer sem nunca deixarmos de sermos nós próprios.
Other Girl de Morgan Page com Rayla retrata o final de uma relação, em que não se é capaz de apostar na sinceridade, de chegarmos ao momento de dizermos "Já não gosto de ti" e não porque não conseguimos (apenas) por cobardia, mas porque, secretamente, escrevemos umas linhas de histórias com outra pessoa. Descobrir isso, dessa forma, leva a frases como "não és quem eu pensava", e talvez não fosse mesmo, já que o outro tem, desde o dia um, ser ele próprio e nós nunca devemos (embora seja difícil) criar imagens ao nosso gosto. No final das contas, a fase de construir castelos e de príncipes e princesas já deveria ter terminado há muito.
Assim, mais até do que triste, Other Girl torna-se uma experiência positiva,uma break up song em que nos faz abrir os olhos, libertar de tudo o que não seja positivo e viver a vida com um alegre sorriso invejável. Tu não és mais nem menos que a outra rapariga, és apenas tu e, simplesmente, não irias a lado nenhum se continuasses nessa histórica, tornavas-te numa personagem de uma telenovela, sempre às voltas. Por isso, o melhor é mesmo apostar em ouvir em versão extended do tema, usufruir dos vocais da bela Rayla e a produção deste produtor que já ganhou dois grammies e já remisturou Katy Perry e The Temper Trap, por exemplo.

English/Inglês
When we count the days, the hours, the weeks and gather everything and we get years and the years of relationships. Some are just small paragraphs of handwritten pages, others turn into little newspaper pamphlets, and for better or for worse, some are books with pages and pages of events, full of tears, of hugs, some selfishness. Nothing is easy when it is over, but this experience may well be enriching, building a new personality and getting the best the other has offered us, but above all, growing up without ever ceasing to be ourselves.
Other Girl by Morgan Page with Rayla portrays the end of a relationship, in which one is not able to bet on sincerity, to come to the moment of saying "I do not love you anymore" and not because we can not say (just) due to cowardice, but because, secretly, we have started writing lines of stories with another person. To discover this, in this way, we come up with sentences like "you are not what I thought you were", and maybe he/she wasn’t, since the other has to be himself, since day one, and we should not (even though it is difficult) imagine things as we want them to be. In the end, the time building castles and princes and princesses should already be gone.
So, more than being a sad song, Other Girl becomes a positive experience, a breakup song which opens our eyes, free us from everything that is not positive and makes us live a life with a cheerful smile. You are not more or less than the other girl, you are just you and, simply, you wouldn’t go anywhere if you would continue to be in this story, you would become a character on a long soap opera.  Therefore it is the best to love the extended version of the song, enjoy the vocals of the beautiful Rayla and the production of this producer who has already won two grammies and has already remixed Katy Perry and The Temper Trap, for example.

 

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friday ... BELIEVE you're gonna be mine!

by perplex3r, em 28.04.17

Why waste your time, you know you're gonna be mine

Português / Portuguese
Sexta-feira! Após aquele jantar a dois, em que o vinho tinto escolhido faz brilhar os teus olhos verdes, seguimos pela rua à procura de um espaço onde o nosso roleplay vai começar. Aproximo-me do bar e vejo que já começas a mexer o teu corpo no meio da pista, enquanto esperas que te traga um novo martini bem cheio. Trocamos olhares por entre a multidão, eu cheio de orgulho e desejo por estar contigo e tu, simplesmente, finges que não me conheces, que não te importas. Estamos a perder tempo com tudo isto, mas ambos sabemos onde queremos chegar dentro de umas horas, logo após te conquistar, ir ao teu encontro, simular ciúmes, morder a tua orelha e sussurrar-te o quanto te quero. 

Será num cenário de conquista como este que Believe se enquandra plenamente. É um single que resulta da colaboração entre Crystal Waters, Sted-E e Hybrid Heights e traz a 2017 uma sonoridade que junta I’m Gonna Get You (1993) de Bizzarre Inc e Love’s Gonna Get You (1985) de Jocelyn Brown com batidas sincopadas, rápidas e frescas. Para tornar o tema adequado a qualquer altura da noite e em qualquer club, existe um generoso número de remisturas, entre as quais Summa Swag de Stonebridge adicionadas a Paige, Tony Moran, Bissen e Kilø Shuhaibar num total de 10 versões possíveis.
O single chegou ao número 1 na US Club Songs Chart e, tal como ele, também tu podes alcançar o patamar máximo da tua conquista.Todos nós temos planos para a nossa vida e encontrar quem nos vai acordar todos os dias com um sorriso, trazer torradas para a cama, espalhar migalhas nos lençóis, tomar banho a dois debaixo do mesmo chuveiro e partilhar passeios e aventuras é um deles. Se ela/ele ainda não sabe e está entretido em joguinhos diz-lhe, com toda a convicção: Why Waste your Time, You Know Your Gonna Be Mine! Acredita (Believe) e assim será!

Bom fim de semana!

 

English / Inglês
Friday! After that dinner for two, when the red wine chosen makes your green eyes shine, we follow the street looking for a place where our role-play begins. I approach the bar and I see that you start to move your body in the middle of the dancefloor, while you wait for me to bring you a full glass of martini. We exchanged glances through the crowd, I am filled with pride and desire to be with you and you simply pretend that you do not know me, that you do not care. We're wasting time on all this, but we both know where we want to go in a few hours, right after conquering you, come to you, simulate jealousy, bite your ear and whisper to you how much I want you.
It will be in a scenario of conquest like this that Believe fully fits. It is a single that results from the collaboration between Crystal Waters, Sted-E and Hybrid Heights and brings to 2017 a sound that combines I'm Gonna Get You (1993) from Bizarre Inc and Love's Gonna Get You (1985) from Jocelyn Brown with syncopated, fast and fresh beats. To make the track suitable for any time of night and in any club, there is a generous number of remixes, including Summa Swag from Stonebridge added to Paige, Tony Moran, Bissen and Kilø Shuhaibar in a total of 10 possible versions.
The single reached  number 1 on the US Club Songs Chart and, like it, you can also reach the maximum level of your conquest. We all have plans for our life and find who will wake us every day with a smile, bring toasts to bed, spread crumbs on the sheets, have a shower together under the same shower and share rides and adventures is one of them. If  he/she still does not know and is entertained in games, tell him/her him, with all the conviction: Why Waste Your Time, You Know Your Gonna Be Mine! Believe and he/she will be!
Have a nice weekend!

 

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Source: discogs.com

Português/Portuguese
Depois de noites bem longas com os amigos, existe sempre esta questão para o dia seguinte: Where were you when the lights went out? (Onde é que estavas quando as luzes se apagaram?). Claro que se seguem respostas sérias ou aquelas bem estranhas como atrás da cortina da discoteca, a rastejar no meio da pista, a beijar alguém (que não me lembro) ou a beber shots no balcão ....mas afinal onde estavas tu quando as luzes da pista se apagaram em 2003?
Freaks, oriundos do Reino Unido, editaram um dos mais conhecidos tech house anthems de sempre, que não paravam de tocar nas rádios (como na nortenha Nova Era) e mais do que ser um hino na voz de Stella Attar para terminar a noite, era quase como um hino de abertura para qualquer pista, principalmente o hipótnico dub de Tiefschwarz. Tal como The Creeps (nº9 na UK Charts), foi retirado do álbum The Man Who Lived Underground, um CD que explora o house e tech house, e foi reeditado uns anos depois, em 2011 (video), com remisturas que abraçaram também o dubstep.
É por isso que hoje podes ser tu aquele amigo que desaparece no meio da noite, entre strobs e serpentinas que caiem da bola de cristal para teres uma história curiosa para contar ... ou então, manter em segredo!

English/Inglês
After long night outs with friends, there is always this question for the next day: Where were you when the lights went out? Of course there are serious responses or strange ones like behind the curtain of the disco, crawling in the middle of the dance floor, kissing someone (who I do not remember) or drinking shots on the counter.... but after all where were you when the lights went out in 2003?
Freaks are from the UK and  released one of the best-known tech house anthems ever, that wouldn’t stop being played  on the radios (as in Nova Era – Portuguese Radio) and more than being an anthem with Stella Attar's voice to end of the night, it was almost like an opening hymn to any dancefloor, especially the hypnotic Tiefschwarz’s dub. Like The Creeps (# 9 on UK Charts), it was taken from the album The Man Who Lived Underground, a CD that explores house and tech house, and was reissued a few years later in 2011 (video), with remixes that also embraced dubstep.
That's why today you can be that friend who disappears in the middle of the night, between strob lights and streamers that fall from the crystal ball to have a curious story to tell ... or else, keep it a secret!

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this is my MESSAGE OUT TO YOU!

by perplex3r, em 26.04.17

Português/Portuguese
Quando caminhamos pela praia, tão próximos do mar e uma das ondas vem com toda aquela espuma fria e bate nos teus pés ... sentes aquele frio arrepiante inicial, olhas para o horizonte e pensas que querias ficar ali, a ver o pôr-do-sol para sempre. É esta sensação que o mais recente single de André Tanneberger nos provoca, para além de nos transportar para um momento a dois um tanto ao quanto saudosista. De repente, vemos um pequeno objecto a flutuar na água ... vemos uma pequena garrafa, enviada por um naúfrago dos mares do norte, e lemos que esta mensagem musical tem duas versões - a versão rádio e extended - sendo que a original foi retirada do mais recente duplo álbum Next editado a 21 de abril e conta com a colaboração de Robbin & Jonis e F51.
Sabemos que já lá vão uns anos desde que as 9 horas (9pm Till I Come) chegaram ao número um da UK chart (o primeiro single trance a fazê-lo) assim como uma panóplia de álbuns, singles e compilações duplas, mas ainda sentimos aquele soft trance próprio do verão, aquele arrepio após uma tarde estendidos numa grande toalha de praia partilhada com quem mais gostamos e a pele a estalar com todo o sal. Isto apenas acontece porque ATB continua a manter o seu som característico, letras simples, embora repletas de significado e, ao mesmo tempo, adiciona-lhe uma produção mais recente e que se afasta da música electrónica que se ouve nos dias de hoje, quase que como fosse oriunda de um mundo à parte. 
Talvez as palavras do tema não sejam as que mais se adquem à mensagem que queres enviar, mas podem muito bem ser o ponto de partida para quebrares o gelo com quem piscaste o olho na véspera de feriado, voltares a falar com aquele amigo que,razões à parte, deixaste de escrever ou, mais importante, iniciares uma conversa contigo próprio. Escolhe a garrafa, o papel, a caneta e não deixes nada por dizer ... 


English/Inglês
When we walk along the beach, close to the sea and one of the waves come with all that cold foam and hit your feet ... you feel this initial chilling cold, you look at the horizon and think you want to stay there, watching the sunset forever and ever. This is the sensation that André Tanneberger's most recent single provokes us, in addition to transporting us to a nostalgic moment lived by two people. Suddenly, we see a small object floating in the water ... we see a small bottle, sent by a castaway from the northern seas, and we read that this musical message has two versions - a radio and extended version - being the original taken from the most recent double album Next released on April 21 and features Robbin & Jonis and F51.
We all know that some years have passed since 9PM (Till I Come) has reached number 1 in the UK Chart (the first trance single ever to reach it), as well as panoply of albums, singles and double compilations, but we can still that soft trance summer feeling, that chill after spending the whole afternoon lying on the towel shared with the one we love and our skin popping because of all that salt. This happens because ATB continues to keep his characteristic sound, simple lyrics, although full of meaning and at the same time, adds a more recent production but moving away from the electronic music we hear nowadays, almost like coming from a different world.
Maybe the words on the track are not the ones convey  the message you want to send, but they may well be the starting point for breaking the ice with whom you winked the eye last holiday’s eve, talk to that friend again who, for reasons apart, you stop writing to or, more importantly, start a conversation with yourself. Choose the bottle, the paper, the pen and leave nothing to be said ...

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note

(Português)
Devido à nova imagem do blog, todos os posts anteriores a 2017 podem surgir com formatação diferente. Um novo ano, uma nova vida, nova música, nova imagem!

(English)
Due to the new image, all posts prior to 2017 may come up with a different format. A new year, a new life, new music and new image!



@bout me

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Sapo Destaques - 27.04.17

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